RSS Feed
RSS Feed
Mar 19

Tree Map

Posted Tuesday, March 19, 2013 on Uncategorized

Share/Save/Bookmark

Oct 29

ÚLTIMO Workshop Intensivo em Análise Qualitativa de Dados com ATLAS.ti de 2012

Posted Monday, October 29, 2012 on Antropologia do Consumo, Uncategorized, cursos

Com mais de 20 anos de liderança na Análise de Dados Qualitativos Assistida por Computador, o #ATLAS.ti é a melhor opção para análise de grandes quantidades de dados qualitativos de distintos formatos (texto, imagem, áudio, vídeo e georeferência).

A Tree faz parte do ATLAS.ti Training Center e é única entidade capacitadora no Brasil.

O último workshop em #ATLAS.ti de 2012 acontece nos dias 09 e 10/11, no ATLAS.ti Training Center São Paulo.

  • Horário: das 09h00 às 13h00
  • Local: Rua Juranda, 197 - Vila Madalena, São Paulo.

Link para inscrição online: http://www.atlasti.com/seminars.html

Vagas são limitadas!

Share/Save/Bookmark

Mar 30

Workshop Intensivo em Análise Qualitativa de Dados com ATLAS.ti

Posted Friday, March 30, 2012 on Uncategorized

Está aberta a inscrição para o próximo Workshop Intensivo em ATLAS.ti pela ATLAS.ti Training Center Brasil.

Orientado para todos aqueles que lidam com grandes quantidades de dados qualitativos de distintos formatos (texto, imagem, áudio, vídeo e georeferência).

Especialmente recomendado para pesquisadores e profissionais das áreas de Consumer Inisght, Netnografia ou Etnografia Digital, Inovação e MKT.

Share/Save/Bookmark

Mar 6

Hoje, mais do que nunca, são as redes informais as que determinam como o trabalho é feito numa organização

Posted Tuesday, March 6, 2012 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

“Administração moderna

Hoje, mais do que nunca, são as redes informais as que determinam como o trabalho é feito numa organização.

Em um contexto que facilita a interconectividade através de múltiplos canais de relacionamento, as organizações engessadas nos seus organogramas formais e míopes das suas redes informais apresentam cada vez mais dificuldades em inovar, pois a inovação emerge das redes de colaboração, sendo elas fundamentalmente informais.




Cada vez mais discursadas no repertório da administração moderna, na prática, as redes informais continuam sendo mal compreendidas e, pior, mal gerenciadas, sendo entendidas, na maioria das vezes, como antiestruturas desestabilizantes do status quo, mais do que uma face fundamental do pulso organizacional.

Na imagem acima, à esquerda, temos o organograma formal, em que os relacionamentos são definidos pela divisão tayloriana do trabalho. Esta rede formal (pois não deixa de ser uma rede) define as unidades funcionais e a hierarquia das relações de comunicação entre os indivíduos que a compõem.

À direita, por sua vez, apresentamos uma das tantas dimensões de rede informal que emergem das interações no dia a dia e que determinam como o trabalho é realmente feito. Com “dimensões” nos referimos ao tipo de relação que estamos mapeando, podendo ser definido como redes de troca de informação, aconselhamento técnico ou de carreira, motivação, novas ideias e assim por diante.

Nas redes informais, a posição estrutural dos indivíduos é dinâmica, pois está definida pelas relações em constante evolução. Neste caso, a função que o indivíduo desempenha já não está determinada pela sua função formal, mas pela sua localização estratégica na rede. Algumas das funções recorrentes dos nossos mapeamentos são:

Influenciador: mesmo sem ser necessariamente um líder formal, possui muitos vínculos diretos com outros indivíduos, podendo influenciá-los nas suas ideias e comportamentos.

Construtor de pontes: chave na inovação e integração organizacional, transcende silos funcionais criando pontes entre subculturas organizacionais
diversas (por exemplo, conectando a área de engenharia com a de marketing). Com acesso a informações estratégicas e não redundantes, o construtor de pontes
pode aumentar drasticamente a capacidade de inovação da organização, reduzindo o “time to market”.

Gargalo: gera uma alta dependência ao concentrar e controlar o fluxo das informações, tornando a comunicação ineficiente e mantendo sua equipe na periferia da rede. A descentralização das suas atividades não prioritárias costuma ser uma solução a este sintoma, comum nas lideranças sobrecarregadas de tarefas.

Periférico subutilizado: não consegue integrar-se à cultura organizacional (e suas redes de relacionamentos), seja por uma fraca socialização ou por incompatibilidades com a cultura dominante. Alinhar os valores e objetivos da organização com os processos de contratação e posterior socialização, torna mais eficiente a qualidade e o timing da integração, ao mesmo tempo que reduz a rotatividade e aumenta o rendimento do trabalho em rede.

Periférico intencional: por sua especialidade ou escolha de vida possui mais relações fora do que dentro da organização. Geralmente são pesquisadores, vendedores ou representantes, cujo foco está fora dos limites porosos da empresa. Saber respeitar o foco das suas relações com o ambiente externo, sem deixar de estimular as conexões com pessoas-chave do ambiente interno, é o que este tipo de perfil precisa para um melhor desempenho em rede.

Revelar a importância estratégica das redes informais não significa tornar obsoletos os organogramas formais, pois estes atingem uma função normalizadora importante. Ao contrário, acreditamos que a chave está no alinhamento e sinergia que estas duas estruturas devem gerar para o desenvolvimento da organização como um organismo vivo.

Momentos traumáticos de reestruturação deveriam considerar a relação que se estabelece dialeticamente entre as redes formais e informais, pois esta impacta fortemente a perenidade organizacional.

Particularmente em processos de fusões & aquisições (F&A), sobram evidências da porcentagem de experiências que não atingem as sinergias esperadas, evidenciando-se como principal causa o choque cultural na hora de integrar as redes informais envolvidas na equação.

Desvendar os fluxos e padrões das redes informais de trabalho, em sinergia com o organograma formal, possibilita enxergar caminhos para tornar as organizações mais integradas, inovadoras e adaptáveis aos desafios da “sociedade em rede”.”

Autor: Ignacio García, sócio-fundador da Tree BrandingTree Intelligence.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

Share/Save/Bookmark

Feb 8

Uma visão antropológica das redes sociais


Prezados é com muita satisfação que começamos 2012 com um artigo publicado na primeira edição do ano da Harvard Business Review Brasil. A seguir postamos sua primeira parte. Esperamos que gostem!

“Em um ecossistema de mercado cada vez mais complexo, hiperconectado e instável, a inovação tornou-se a panaceia da qual as organizações precisam para se adaptar.

Sem entrar na discussão sobre a correta definição do termo inovação, consideramos que, na “sociedade em rede”, a inovação deixou de depender dos gênios e eurekas individuais para ser uma propriedade emergente das redes sociais de colaboração, em todo o seu processo de desenvolvimento e difusão.

Particularmente no Brasil, o conceito de “rede social” está fortemente associado ao de “mídias sociais”. Todavia, este último é um tipo particular de rede social que se estabelece através de canais virtuais de compartilhamento de informação, tais como Facebook, Twitter e LinkedIn.

Já do ponto de vista antropológico, o desenvolvimento de redes sociais pela humanidade antecede, em pelo menos dois milhões de anos, os fenômenos cyberculturais das mídias sociais, pois nosso gênero é definido justamente pela sua capacidade de estabelecer grandes redes sociais entre indivíduos distantemente aparentados ou mesmo desconhecidos entre si. Essa formidável capacidade cooperativa — que as mídias sociais apenas potencializam — nos diferencia do comportamento cooperativo de outras espécies sociais.

As redes sociais são, portanto, condição sine qua non da nossa espécie e transcendem o canal pelo qual se desenvolvem, seja numa comunidade caçadora-recoletora do neolítico ou numa organização empresarial na era da interconectividade.

Finalmente, denominamos as interações sociais que se estabelecem dentro de uma organização empresarial, como “redes organizacionais”, que se estabelecem tanto entre colaboradores quanto entre colaboradores e stakeholders (seus públicos de contato), abarcando todo o ecossistema do negócio.”

Autor: Ignacio García, sócio-fundador da Tree Branding e Tree Intelligence.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

Share/Save/Bookmark

Dec 27

Tendências de Consumo 2012

Posted Tuesday, December 27, 2011 on Uncategorized

  • Matéria na Meio e Mensagem - especial Tendências de Consumo 2012

  • Comentários Tree sobre Tendências de Consumo 2012

Comportamentos que vão influenciar o consumo nos próximos anos:

Europa: Por uma questão histórica, intensificada pelas conseqüências da última crise econômica, o consumidor europeu está em busca da Simplicidade como estilo de vida.

Não somente na Europa, mas também nos Estados Unidos, uma porção crescente da população conhecidos como “Cultural Creatives”*, além de consumir produtos ecos, possuem um Lifestyle que preza a saúde integral e a sustentabilidade em diversas esferas de consumo, que tendem a crescer nos próximos anos tais como: saúde/fitness (yoga, pilates, etc), desenvolvimento pessoal, amor pela natureza, justiça social e vida sustentável.

America Latina/ Brasil:

No que tange a América Latina e, falando especificamente sobre o Brasil, com a ascensão da Classe C emergente, representando uma massa populacional ávida por consumo, o comportamento se diferencia do acima citado.

O consumidor brasileiro está se comportando diferente aos outros países fundamentalmente porque esta saldando a sua dívida social com as classes que, até pouco, estavam praticamente fora do mercado de consumo formal.

As diferenças são principalmente uma dominância do poder do consumo da nova classe média brasileira, que determina o foco do mercado nos produtos massivos.

O consumo em saúde e educação, principais dívidas históricas, também continuarão a aumentar. Todavia, a consciência ambiental demorará em ser característica deste público e se solidificará na velha classe média (hoje quase esquecida e desejosa de diferenciação da nova classe média).

O modelo desenvolvimentista do atual governo e a entrada massiva de novos consumidores intensificará todos os itens de consumo, especialmente eletrodomésticos e eletromecânicos, facilitados pelo acesso ao crédito.

Perante a falta de educação financeira, esta nova classe média continuará endividando-se nos próximos anos, o que aumentará a solicitação de serviços de cobrança e educação financeira, amadurecendo o comportamento do consumidor nas suas decisões de compra.

Nas próximas décadas, a pirâmide etária brasileira modificará sua forma, reduzindo a base e aumentando o seu nível médio e alto. Com isso, podemos aferir que uma grande tendência indica o incremento de oportunidades de negócio voltados ao consumidor com mais de 60 anos, aumento da demanda por produtos e serviços orientados à promoção da saúde, à qualidade de vida, estética, rejuvenescimento e lazer.

America Latina/Argentina:

Ao contrário do Brasil, a classe média na Argentina teve uma identificação histórica mais abrangente, pois apenas as pessoas que realmente são muitos pobres reconhecem que não pertencem a ela.

Todavia, os efeitos da última ditadura e governos neoliberais, está extensa classe média vem sendo sistematicamente afetada nos seus hábitos de consumo.

Desta maneira, durante os primeiros anos do governo Kirchner, observou-se uma recuperação do poder do consumo da crise 2001 e 2003, mas tem se percebido uma mudança gradual nos padrões de consumo.

Hoje, a classe media argentina adota gostos mais cosmopolitas, ampliando as opções de consumo cultural e intensificando o hedonismo individual na procura da boa vida, independentemente dos altos e baixos das crises que golpeiam o país.

* Termo cunhado pelo sociólogo Paul H. Ray

Ferramentas usadas pela Tree para detectar tendências:

A internet está revolucionando a maneira como se pesquisam tendências. A inteligência coletiva e a cocriação de conceitos disponíveis nas Mídias Sociais possibilita capturar e filtrar, em tempo real, tendências de consumo.

Isto é feito através da aplicação de técnicas de web mining (mineração de dados na web) e da análise de redes sociais, que coleta e visualiza as redes de palavras, imagens e vídeos compartilhadas nas Mídias Sociais.

Esta abordagem está sendo aplicada de maneira pioneira pela Tree Branding e se diferencia do simples monitoramento, por formar parte da Nova Ciência das Redes.

Share/Save/Bookmark

Dec 27

Feliz 2012 cada vez mais conectados com o essencial das redes, das relações, da vida que é o ♥♥♥

Posted Tuesday, December 27, 2011 on Uncategorized

Share/Save/Bookmark

Nov 29

Difusão de mensagens estratégicas nas redes sociais online: como circulou a #HSMEXPO11?

Posted Tuesday, November 29, 2011 on Uncategorized

Veja a seguir o segundo post de Ignacio García como Blogueiro da HSM

As redes sociais online (como Twitter, FacebookLinkedIn) apresentam enormes oportunidades e desafios para compreender como nos interconectamos na sociedade em rede e como difundimos informações por meio delas. Isto tem particular importância na hora de aumentar as possibilidades de sucesso de difusão de marcas de produtos, eventos ou movimentos sociais, entre tantos outros exemplos.

Segundo o evolucionista Richard Dawkins, as informações culturais, como as citadas acima, possuem capacidade de replicação similar à observada na evolução genética. Ele batizou estas unidades de informação cultural como “memes”.

Os memes circulam nas redes sociais (onlineoff-line) com maior ou menor sucesso de replicação. O que a era digital aporta nessa capacidade de difusão cultural inerente à nossa espécie é a hiperconexão, onde as informações viajam em maior volume, velocidade e interconectividade, tornando o mundo menor.

Desde o estado de espírito otimista de um usuário, até uma denúncia de violação dos direitos humanos, passando por um atendimento ruim no 0800, os aproximadamente 250 milhões de usuários do Twitter postaram, no mês de junho de 2011, uma média de 200 milhões de mensagens por dia, sendo o português a segunda língua mais utilizada. Estes dados expressivos reforçam a importância de compreender as redes de difusão de informações.

MAPEANDO A REDE DE PROPAGAÇÃO DE UM MEME: O CASO DA #HSMEXPO11

As hashtags são termos associados a uma informação que começam com o símbolo “#” e facilitam a identificação e difusão de mensagens na rede de microblogging Twitter.

Elas se difundem quando um usuário menciona a hashtag na sua mensagem (tweet) ou quando o republica (retweet), atingindo a sua rede de seguidores que, por sua vez, podem mencioná-lo/retuitá-lo na suas redes de seguidores e assim sucessivamente. Em poucos minutos, um conceito chave pode capilarizar-se surpreendentemente, tornando-se viral.

Existem diversos aplicativos que auxiliam na análise da difusão de mensagens no Twitter, mas eles não nos ajudam a entender as relações que se estabelecem na troca de informações: asredes, propriamente ditas.

Todavia, uma análise da interconectividade entre os tweets possibilita entender “quem é quem” nas redes de propagação e quais são os padrões que determinam o sucesso ou fracasso da mesma.

A metodologia que possibilita este tipo de análise relacional (que inclui tecnologias de análise e visualização, mas não se limita a elas) é conhecida como Análise de Redes Sociais, parte fundamental da Nova Ciência das Redes.

De todas as redes sociais que mapeamos sistematicamente nos ambientes online offline, algumas se apresentam mais complexas do que outras, mas todas nos indicam padrões de conectividade característicos que ajudam a adquirir conhecimento estratégico.

Na imagem a seguir, visualizamos um breve, mas rico, exemplo de mapeamento das redes de difusão da hashtag #HSMEXPO11, referente ao evento da HSM EXPOMANAGMENT 2011.

Deixo como desafio esta imagem para sua análise. Observem os padrões de conectividade que se estabelecem e o que isso nos indica, pois entendendo-os entenderemos a difusão de inovações no século XXI.

Share/Save/Bookmark

Nov 11

A descoberta do conhecimento estratégico no oceano complexo

Posted Friday, November 11, 2011 on Uncategorized

Veja a seguir o primeiro post de Ignacio García como Blogueiro da HSM

Pensadores da economia e da sociologia como Peter Drucker e Manuel Castells identificam o nosso tempo como a Era da Informação: período pós-industrial caracterizado pelas novas tecnologias de informação e comunicação (TICs).

Nesta era, por meio de uma evolução digital frenética que molda as nossas vidas cada vez mais em rede, indivíduos e organizações são diariamente bombardeados por mais dados do que podem absorver e interpretar.

Enquanto preciosas possibilidades de conhecimento estratégico subjazem os dados que nos circundam, sua massividade e interligação são tão complexas que muitos nem ousam aventurar-se nos seus tesouros ocultos. Todavia, navegar é preciso.

Não deixo de surpreender-me quando pesquisas  indicam que aproximadamente 90% dos dados disponíveis na web foram criados apenas nos últimos dois anos (!), e que 80% dos dados disponíveis são de natureza não estruturada. Uma fonte de informação (como a textual) tão rica quanto ambígua, que adiciona mais complexidade e incerteza à aventura contemporânea.

Esse fenômeno é consequência de uma sociedade interconectada, que deixa cada vez mais marcas, voluntárias e involuntárias, das suas interações cotidianas. Cada vez que realizamos uma ligação, usamos o cartão de crédito ou navegamos na internet, os nossos passos digitalizados são armazenados em algum servidor localizado em qualquer lugar do planeta, como silenciosas testemunhas dos atos cotidianos.

São sinais que possibilitam, pela primeira vez em grande escala, entender em profundidade o comportamento humano no seu contexto, ao mesmo tempo que nos faz refletir sobre as consequências éticas do encolhimento do mundo e a sua progressiva transformação em um big brother globalizado.

O DESAFIO DE NAVEGAR NA COMPLEXIDADE

No contexto empresarial, o cenário atual impõe o enorme desafio de navegar na complexidadedo ecossistema de negócio e suas redes de relações complexas, com o objetivo de descobrir conhecimento estratégico que suporte a tomada de melhores decisões em um tempo reduzido. Quem conseguir essa façanha poderá certamente descobrir oceanos azuis de maneiras minuciosamente planejadas.

Ansiedade e confusão são sentimentos cada vez mais comuns nos executivos de diversas áreas e segmentos, tal como mostra o Estudo Global com CMOs feito recentemente pela IBM. Este estudo menciona que 71% dos CMOs no mundo se sentem despreparados para lidar com a explosão de dados atual, sendo a sua principal preocupação a qualidade da interpretação para a tomada de decisões estratégicas.

Em maior ou menor medida, todas as áreas de uma organização compartilham esta preocupação contemporânea e, para preencher este gap de conhecimento é preciso ir ao encontro dos últimos avanços da Ciência das Redes e da Inteligência Artificial aplicadas às organizações. Duas áreas de crescente importância e que contam com um poderoso ferramental analítico e preditivo para os tempos que correm, sem deixar de mencionar a fundamental importância da condução e interpretação humana.

DA ERA DA INFORMAÇÃO PARA A ERA DO CONHECIMENTO

Em suma, precisamos transcender a Era da Informação e atingir a Era do Conhecimento. Para isso, devemos nos aventurar a navegar na complexidade utilizando sabiamente novas e velhas técnicas de exploração (exploration) dos dados e explotação (exploitation) do conhecimento; aprender a extrair conhecimento estratégico do mar de informações internas e externas (muitas vezes o próprio CRM ou o repositório da memória organizacional já representam um campo de informação inexplorado) e integrar nas nossas análises os ambientes onlineoff-line, uma vez que as fronteiras são cada vez mais porosas e interligadas.

Nos próximos posts (este é o primeiro de muitos), falarei sobre poderosas ferramentas e casos exemplificadores de como navegar na complexidade no mundo empresarial.  Até a próxima!

Share/Save/Bookmark

Jul 13

Organizações em Rede - Tree Branding realiza projeto inovador de Redes Informais na Vivo!

Posted Wednesday, July 13, 2011 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

Na Sociedade em Rede, indivíduos e organizações precisam enxergar a energia criativa das Redes Informais e aprender a gerar valor compartilhado delas.

Nesta vertente, A Análise de Redes Organizacionais (ONA) surge como uma disciplina capaz de mapear e analisar o Capital Social (relacional) de indivíduos e organizações em rede.

Desvendar os fluxos e padrões das redes de trabalho, além do organograma formal, possibilita enxergar caminhos para tornar as organizações mais Integradas, Inovadoras e Adaptáveis aos desafios da Sociedade em Rede.

A Tree Branding mapeou e analisou as Redes de Cooperação, Conhecimentos Estratégicos, Energia e Inovação do middle e top management da Vivo, empresa de telecomunicações líder no Brasil. Um projeto que envolveu a participação de 607 gestores.

Como se fosse um Raio-X, a Análise de Redes Organizacionais desvendou quem é quem, quem sabe o que e quem está conectado com quem nas redes informais estratégicas desta organização, caracterizando sua cultura organizacional de trabalho em rede e identificando caminhos para melhorar suas redes de trabalho de maneira estratégica.

Os resultados desta pesquisa inovadora em âmbito mundial apresentam caminhos de diagnóstico e ação para transformação das organizações na sociedade em rede, impactando as áreas de Management, Recursos Humanos e Gestão do Conhecimento.

Este case foi apresentado no Primeiro Congresso Internacional de Redes Organizacionais (Circuits Of Profits), realizado em Budapeste, em junho de 2011.

Share/Save/Bookmark

Jul 6

Onde está a inovação?

Posted Wednesday, July 6, 2011 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

Especialistas, entre eles Ignacio García, sócio-fundador da Tree Branding, são categóricos em afirmar: a inovação está nas pessoas. Investir, reconhecer e engajar são alguns caminhos para promover um ambiente voltado para mentes criativas. Leia m ais e aprenda como motivar a criatividade em sua empresa.

Reconhecer talentos e retê-los numa empresa. Eis o grande desafio do século XXI. Porém, como equacionar esta questão, já que atualmente os profissionais estão mais em busca de realização pessoal do que um melhor salário?

Para reter e manter talentos, as organizações devem investir e reconhecer o capital intelectual de seus colaboradores. O antropólogo organizacional Ignácio Garcia propõe que isso seja feito por meio do conhecimento das chamadas redes informais de comunicação. Com isso, pode-se identificar o real papel desempenhado, que pode ser bem diferente do organograma oficial.

O mapeamento das redes informais, a chamada Análise de Redes Organizacionais, representada pela sigla em inglês ONA (Organizational Network Analysis), ajuda a desvendar algumas dimensões chaves da comunicação organizacional.

Entre estas redes destacam-se as redes de cooperação — quem troca informação com quem; redes de confiança — quem pede conselhos a quem; redes de inovação — como é o fluxo de troca de novas ideias; motivação — quem são os colaboradores que estimulam e motivam.

Por meio deste mapeamento, fica mais fácil identificar talentos, investir de forma assertiva no capital intelectual e no que  o colaborador pode oferecer de melhor para a empresa, até mesmo para uma reestruturação organizacional.

Gil Giardelli, CEO da Gaia Creative e Professor de MBA, do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) e Pós graduação da ESPM, explica que a sociedade do Século XXI está mais integrada e compartilhando conhecimento, sobre tudo na web .

“Existe na humanidade um excedente cognitivo. A sociedade conectada desligando a TV e produzindo conteúdo.”Segundo Giardelli, isso representa um trilhão de horas por ano de desenvolvimento de sabedoria. E pontua: “sai a televisão, uma atividade solitária e entra as conexões sociais – contribuir, compartilhar etc”.

Este movimento vem ao encontro das ideias de Daniel Pink, um dos principais pensadores de management da nova geração. Autor do livro “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us”, Pink fala nesta obra sobre as mudanças de comportamento do trabalhador do século XX e da era atual. No século passado, o grande interesse era os ganhos financeiros e agora as pessoas buscam inserção como forma de obter satisfação.

Pink explica também que os sistemas motivacionais devem ser modificados, pois as tarefas desenvolvidas pelos trabalhadores também mudaram. No século XXI, muitas atividades mecânicas e com regras simples de resolução são realizadas por um menor custo, seja por terceiros ou softwares. O funcionário atual deve ser motivado para tarefas que ele aprecie e enxerge valor, não somente para ele, mas também para a sociedade.

Tomando como base diversos estudos empíricos realizados por universidades em países como Estados Unidos e Inglaterra, Daniel Pink sugere uma nova abordagem motivacional construída em torno da motivação intrínseca. Ele aponta que as empresas pouco utilizam esta abordagem. “Há um desencontro entre o que a ciência sabe e o que os negócios fazem”, diz.

Pink ainda cita como uma possível solução motivacional um sistema baseado em três princípios: autonomia, domínio e propósito. Segundo o pensador, empresas que dão autonomia aos seus colaboradores, já estão vendo a produtividade, engajamento e satisfação aumentar na mesma escala que percebem a rotatividade caindo.

Na visão de Ignácio Garcia, antropólogo organizacional, “uma organização que goza de boa saúde em termos de cooperação e inovação tende a apresentar redes densas e coesas dentro dos seus departamentos chaves e, sobretudo, entre eles. Este tipo de empresa, extrai o máximo da capacidade criativa inerente ao seu capital humano em rede”, reforça.

A gestão estratégica das redes sociais, dentro e fora da organização, é para Garcia, ponto chave na construção e implementação de uma política de inovação nas empresas. A Análise de Redes Organizacionais (ONA) trabalhada junto com a Antropologia Organizacional é fundamental para que as organizações desenvolvam de forma assertiva a inovação, aproveitando a  genialidade coletiva e o capital intelectual de seus colaboradores.

Com base nas teorias apresentadas pelos estudiosos do tema podemos verificar uma grande mudança de paradigma. Tal mudança  se faz necessária para se obter melhores performances dos trabalhadores do século XXI para, só então, termos melhores resultados nos negócios.

E na sua empresa, os talentos têm sido reconhecidos e valorizados?

Fonte: HSM online

Veja a matéria na íntegra: http://www.hsm.com.br/artigos/onde-esta-inovacao

Share/Save/Bookmark

May 30

Tree Branding presents a brazilian case in the #CircuitsofProfit: the most important Business Network Research Conference in the world

Posted Monday, May 30, 2011 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

We are very proud to announce that #TreeBranding will be presenting a case of study in the #CircuitsofProfit: the most important Business Network Research Conference in the world - 6 June, 2011, Budapest, Hungary.

We will be opening the Telecom session: Ignacio García (Tree Branding Consulting) Organizational Network Analysis in a Brazilian Telecommunication Company – being the only Latin America company presenting a case in the Conference!

See the abstract: http://circuitsofprofit.com/abstracts/organizational-network-analysis-in-a-brazilian-telecommunication-company/

Fields of interest: Organizational Development and Relational Data Management Key words: organizational network analysis, organizational development, relational data management, knowledge management, multiplexities, social capital, power and control.

Share/Save/Bookmark

May 9

Primer Curso de Análisis de Redes Organizacionales


Hola a todos,

Del 23 de mayo al 20 de junio del 2011, se realizará el Primer Curso de E-learning en Análisis de Redes Organizacionales.

El mismo estará disponible en el idioma español y tiene como objetivo introducir los fundamentos de esta nueva disciplina, aprendiendo a visualizar y analizar las poderosas redes informales de trabajo. 

¡Un abrazo y los esperamos!

Share/Save/Bookmark

Mar 15

A comunicação orgânica nas organizações em rede. Parte I


A seguir, o nosso artigo de fevereiro publicado no site da Aberje!

Na era da sociedade em rede, as organizações engessadas em rígidos organogramas formais terão cada vez mais dificuldades em se adaptar a este novo paradigma, no qual o trabalho em rede é o caminho do sucesso organizacional.

Trabalhar em rede implica considerar um segundo organograma, às vezes complementar, às vezes contraposto à disposição formal e hierárquica do trabalho.

Este outro organograma não necessariamente respeita as fronteiras das funções, áreas, hierarquias e demais barreiras tangíveis e intangíveis que impedem a comunicação acontecer de maneira integrada e fluída. De fato, trata-se de um outro organograma, orgânico em sua essência. Estamos falando do enigmático Organograma Informal.

Mal compreendido e na maioria das vezes subestimado, ele emerge das redes de relacionamentos criadas entre os colaboradores da organização (por enquanto, deixemos os stakeholders fora, mas, como falamos no artigo anterior, lembre-se que este limite é artificial). Estas redes humanas e informais fazem o trabalho acontecer no dia a dia e apresentam uma dinâmica e topografia que pode ser monitorada, visualizada e, finalmente, gerenciada.

Mudando o mind-set organizacional - Como primeiro passo para preparar as organizações para o trabalho em rede é preciso mudar do mindset organizacional a idéia instaurada de que a comunicação é responsabilidade e patrimônio exclusivo da uma determinada área – conhecida com área de comunicação -, já que isto dificulta o trabalho em rede limitando-o a uma visão mecânica (e não orgânica) da comunicação institucional.

Com esta mudança a comunicação tende a recuperar seu verdadeiro sentido: a de uma rede orgânica – portanto viva e dinâmica – que emerge dos múltiplos relacionamentos e visa o objetivo comum de fazer as coisas acontecerem para cada um de seus integrantes e para a organização como um todo.

Reconhecemos que todo novo pensamento traz incertezas e resistências por parte do statu quo. Neste sentido, é importante destacar que longe de relegar os profissionais das áreas de comunicação corporativa, cabe a eles a oportunidade de guiar a organização ao trabalho em rede, dominando novas técnicas para o gerenciamento da comunicação orgânica. Para tanto, nossa missão, como cientistas da nova ciência das redes sociais, é apresentar os instrumentos necessários para que isso aconteça.

Enxergue o Organograma Informal através da lente da Análise de Redes Organizacionais - A Análise de Redes Organizacionais (do acrônimo em inglês ONA) é uma disciplina de origem matemática que, como um raio-x, ajuda a visualizar as redes de comunicação entre indivíduos, grupos e departamentos, chegando até os stakeholders. Tal visualização desvenda o organograma informal que sobejasse o organograma formal e extrai valiosos KPI (key performance indicators) do trabalho em rede para cada colaborador e para o sistema como um todo, possibilitando o gerenciamento da comunicação orgânica.

Como se exemplifica sinteticamente nas imagens acima, nos mapeamentos de ONA é comum observar que aqueles que ocupam posições centrais nas redes de comunicação informais, não necessariamente ocupam um cargo formal de liderança ou estão no topo do organograma formal.

A identificação destes “líderes informais” é o primeiro passo para saber “quem é quem” no organograma informal, mensurando o impacto que sua presença ou ausência tem no fluxo da comunicação como um todo. A partir de tal conhecimento é possível gerenciá-los, uma vez que os influenciadores do dia a dia podem ser grandes facilitadores da comunicação e do melhor desempenho organizacional, ou, muito pelo contrário, podem transformar-se em desgastantes obstáculos, fragilizando a saúde organizacional em termos comunicacionais. Esta análise torna-se fundamental para momentos culturalmente traumáticos como grandes reestruturações, fusões e aquisições.

Através de questionários e de técnicas de contextualização oriundas da antropologia organizacional, é possível mapear e compreender dimensões estratégicas da comunicação que, por seu caráter intangível, fogem da análise tradicional.

Assim, o mapeamento das redes informais desvenda dimensões chaves da comunicação organizacional tais como as redes de:

· Cooperação: quem troca informação com quem;

· Confiança: quem pede conselhos a quem;

· Inovação: como é o fluxo de troca de novas idéias;

· Motivação: quem são os colaboradores que estimulam e motivam.

A partir de um tratamento quantitativo e qualitativo se visualizam tais redes e se obtém indicadores que identificam os tipos e o nível de centralidade e periferia que os colaboradores desempenham nas redes mapeadas, levando-se em conta o contexto cultural e a essência de cada organização (parte extremamente importante, pois a mensuração isolada pode levar a erros de interpretação sem uma devida contextualização).

Entre os perfis mais comuns, podemos destacar:

Hub ou Influenciador – aquele colaborador que, mesmo sem ser um líder formal, possui muitos vínculos “diretos” com outros colaboradores e stakeholders, podendo influenciá-los ou ser influenciado.

Expert Broker - aquele colaborador que, mesmo sem ser um líder formal, tem acesso ao conhecimento de seu grupo e atua como integrador ou “ponte” entre diversos grupos, incentivando assim a capacidade de integrar e espalhar novas informações a toda organização;

Gargalo - aquele líder – geralmente formal - que, de maneira consciente ou inconsciente, cria uma alta dependência na sua pessoa ao concentrar e controlar o fluxo das informações, tornando a comunicação ineficiente e mantendo sua equipe na periferia;

Periférico Subutilizado - aquele colaborador que não está conseguindo se integrar ao grupo seja porque ainda está na etapa de socialização ou porque não obteve êxito em se adaptar à cultura ou sub-cultura organizacional.

Periférico Intencional – aquele colaborador que por sua especialidade ou escolha de vida possui mais conexões fora da organização que dentro dela. Geralmente trata-se de pesquisadores e vendedores ou representantes.

Como toda classificação, ela é arbitrária e incompleta, mas necessária para identificar quem é quem nas redes organizacionais, sobretudo se é sustentada por uma sólida metodologia.

Você reconhece algum destes perfis de colaboradores nas redes informais da sua organização?

Nos próximos artigos começaremos a olhar cada um deles e suas implicações neste novo conceito que denominamos de Comunicação Orgânica. Até a próxima!

Siga nos no Twitter!!

Visite nosso site!!

Share/Save/Bookmark

Jan 11

Um olhar antropológico das redes sociais


Prezados leitores, esperamos que este seja um ano em que se cultivem os valores do Capital Social: Cooperação, Confiança e Reciprocidade! Desejamos um ótimo ano 10 para todos!

A seguir, o nosso primeiro artigo do ano publicado no site da Aberje!

O ano de 2009 nos deixou uma contundente certeza: queiramos ou não, estamos em rede como nunca antes na nossa evolução cultural (por evolução entenda-se aqui o “processo de mudança” e não necessariamente o “progresso” no  sentido linear).

Tudo indica que tal processo irá se intensificar nos próximos anos, continuando a dar forma ao que o filósofo Manuel Castells definiu como a “Sociedade em Rede”. E nesta nova era do conhecimento e da sociedade em rede, o Brasil conta com traços culturais de sociabilidade que se manifestam na rápida adoção das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), o que o coloca numa situação privilegiada de competitividade global.

Todavia, junto com esta certeza, vem várias outras incertezas que geram, especialmente no meio empresarial, uma grande ansiedade sobre como se adaptar às mudanças de características vertiginosas, orgânicas (não mecânicas) e auto-organizadas (não impostas pela hierarquia).

É por isso que 2009 foi o ano no qual as organizações brasileiras se voltaram massivamente às chamadas “mídias sociais”, compreendendo que, querendo ou não, já estão na sociedade em rede.

Junto com o empoderamento de um consumidor cada vez mais conectado, antenado e criador de conteúdo e, com as novas características dos cidadãos da denominada geração Y, os limites classificatórios se tornam cada vez mais difusos, nos levando a compreensão de que tudo está interligado.

Dissipação de limites entre a organização empresarial e seus stakeholders (aonde começa e termina cada uma?) e entre o mundo on-line e off-line como espaço de experiência e relacionamento, são exemplos que impactarão cada vez mais a maneira de como se pensa e se pratica a comunicação empresarial.

Nesta vertente, as organizações que se comportem de maneira “retardatária” na compreensão e adoção de novas tecnologias e conceitos de comunicação empresarial, poderão sofrer as conseqüências de quem entra tarde no jogo, podendo se auto-excluir do emaranhado entrançado sócio-cultural contemporâneo.

Com as certezas e incertezas herdadas do ano que passou, nossa proposta para o ano que começa é contribuir na compreensão e ação da comunicação empresarial no seu sentido mais amplo, a partir de uma ótica antropológica das redes sociais que lhe dão vida. Comecemos, então, pela pré-história das redes sociais.

A pré-história das redes sociais

Junto com a crescente popularidade do conceito de “redes sociais” (vinculado ao mundo virtual ou online), cresce a esperança de uma sociedade mais integrada e horizontal, muitas vezes descrita através de metáforas organicistas e provenientes da teoria da complexidade.

No entanto, é preciso compreender que o conceito de rede não implica necessariamente algo positivo per se, já que a rede é um meio e não um fim em si mesma, e a valorização da rede é algo relativo aos atores que a compõem.

O conceito de rede social tampouco é algo novo (mas sim ganha novas características na sua versão virtual ou on-line), já que, como mostraremos a seguir, a interligação entre indivíduos é inerente ao gênero humano.

Durante mais de 99% do tempo transcorrido desde a aparição dos primeiros indivíduos do gênero Homo - há aproximadamente dois milhões de anos AC -, nossos antepassados já se organizavam socialmente em pequenas comunidades do tipo caçadoras- recolectoras, nômades, com pouca divisão do trabalho e primando a interação cara-a-cara e a tomada de decisão coletiva e guiada pelo consenso. Ou seja, mais de 99% da nossa existência na Terra vivemos em pequenas redes sociais de topografia (forma) horizontais e clusterizadas em pequenos grupos pouco conectados entre si.

No tempo restante (menos de 1%), importantes mudanças aconteceram - o que não significa que o período anterior fosse estático. De maneira muito resumida, podemos dizer que tais mudanças, particularmente tecnológicas, afetaram o tamanho e hábitos das comunidades e, subseqüentemente, ampliaram os limites do mundo, o que levou a uma posterior sub-limitação geopolítica em Estados-Nação.

Nos últimos vinte anos (irrisórios 0,001%) a aparição da Web 1.0 e posteriormente da Web 2.0 possibilitou, como nunca antes, a interação entre indivíduos diversos e fisicamente distantes, tornando o mundo significativamente mais enxuto (ao menos em termos comunicacionais e em referência aqueles incluídos digitalmente). Este fascinante processo reaviva o conceito de “comunidade” inerente ao nosso gênero. Comunidades formais e, sobretudo, informais que se constituem a partir de atributos em comum, mas desta vez também existem na forma virtual ou on-line, dialogando em tempo real no seu interior e entre elas.

Acreditamos que uma nova história de relacionamentos mais horizontais e auto-organizados está começando e pode beneficiar-se à luz da compreensão da natureza humana, caracterizada, entre outros aspectos, pela necessidade da comunicação informal além das estruturas formais (como é o caso das empresas).

Em suma, este é o momento propício para olhar a comunicação empresarial como uma grande e complexa rede de indivíduos que interagem além dos limites das estruturas formais e físicas e dos canais tradicionais de comunicação.

Desvendar e gerenciar as comunidades de afinidade que se criam e existem dentro e fora das organizações deve ser uma prioridade estratégica da Gestão em geral e da comunicação empresarial em particular.

É justamente sobre a importância e a possibilidade empírica de desvendar as redes sociais informais que subjazem o organograma formal que estaremos tratando no próximo artigo. Até lá!

Visite nosso site

Siga-nos no Twitter

Share/Save/Bookmark

Apr 8

Fusões que viram confusões: em busca da sinergia orgânica

Posted Wednesday, April 8, 2009 on Cultural Due Diligence & PMI, Uncategorized

Distintas pesquisas internacionais, realizadas nos últimos dez anos, indicam que mais da metade das fusões e aquisições (F&A) não conseguiram alcançar os objetivos de adição de valor planejados, após serem fusionadas.

A principal razão destes insucessos é a fraca integração cultural entre as organizações envolvidas, identificando se duas grandes ausências no processo de F&A: 1) a falta de um diagnóstico prévio sobre as compatibilidades culturais entre as organizações a serem integradas, conhecido como “Due Diligence Cultural” e 2) a ausência de um plano sistêmico e sistemático da integração cultural, que faz parte do “Post Merger Integration” (PMI).

Para o Brasil, estes dados tornam se muito relevantes tendo em vista que, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), só no último ano - e diante de um contexto macroeconômico de crise – foram realizadas 94 operações de mais de 20 milhões cada uma por um total de 100,4 bilhões de reais.

Ainda com uma crescente conscientização da importância dos capitais intangíveis no sucesso das F&A, na prática, o Brasil se caracteriza por um paradigma reducionista na maneira de abordar tais processos, focando quase exclusivamente nos capitais tangíveis e na busca de sinergia financeira.

Esta visão perigosamente míope pode levar a uma fraca e demorada integração organizacional, caracterizada por: choque cultural entre grupos, perda de capital humano e memória organizacional, diminuição da confiança e cooperação dentro e fora da organização emergente, etc. Prejudicando, desta forma a criação de sinergia, que longe de ser unicamente financeira é o produto emergente de um círculo virtuoso de capitais tangíveis e intangíveis.

Implementar uma due diligence cultural, juntamente com as tradicionais due diligences focadas nos aspectos legais, financeiros, contáveis e tributários, possibilita preparar os gestores para o desafio de integrar culturas organizacionais diversas.

Tendo em vista a crescente demanda por consultoria especializada, a Tree Branding – consultoria que integra branding e desenvolvimento organizacional - desenvolveu uma metodologia exclusiva e multidisciplinar que aborda as etapas pre e post-deal, diagnosticando, desenvolvendo e monitorando a integração cultural em F&A.

Através da antropologia organizacional é possível obter um diagnóstico aprofundado dos potenciais obstáculos e facilitadores da futura integração cultural, prevendo o nível de complexidade e os custos aproximados para atingi-la. Por sua vez, a análise das redes organizacionais ajuda a identificar os colaboradores chaves, desvendando as redes informais de expertise, cooperação, confiança, inovação e motivação, sendo fonte de informação estratégica tanto para o redesenho estrutural, quanto para o monitoramento do estado integracional alcançado.

No que tange à etapa post-deal, em contrapartida ao que o termo “Integração Pós Fusão” sugere, o Planejamento da Integração Cultural deve ser considerado idealmente na etapa pre-deal e implementado nos primeiros 100 dias de integração, levando em conta os resultados da Due Diligence Cultural.

No caso deste plano não ter sido considerado previamente, é possível desenvolvê-lo a partir dos insumos do monitoramento da integração alcançado.

Em ambos os casos, a Tree Branding ajuda a:

•        Definir um plano de integração cultural, conjuntamente com o responsável por gerir o processo de integração ou IMO (Integration Management Office).

•        Definir e comunicar colaborativamente a identidade organizacional emergente, cujos valores, missão e visão sejam internalizados e mobilizadores do capital humano da nova organização.

•        Desenvolver a interconectividade organizacional e facilitar a unificação do conhecimento tácito e explícito através de ferramentas de Gestão Colaborativa do Conhecimento tais como wikis, blogs e portais corporativos, comunidades de prática (CoP), workshops e atividades de integração.

Em síntese, fusões e aquisições constituem processos organizacionais traumáticos que mexem com o núcleo de identidade individual e organizacional. Nesta perspectiva, processos que levem previamente em consideração a integração dos capitais humano, cultural e social das organizações, terão maiores chances de alcançarem as metas planejadas no menor tempo e custos possíveis, sobretudo num contexto carregado de incertezas, onde, mais que nunca, a integração orgânica no meio interno torna-se fundamental para a adaptação num meio externo cada vez mais exigente.

VISITE O SITE DA TREE BRANDING!!!

Share/Save/Bookmark

Feb 17

A Web 2.0 e a importância das Redes Organizacionais

Posted Tuesday, February 17, 2009 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

O advento das ferramentas Web 2.0 – como os blogs, wikis, fóruns e redes sociais – reforça a transferência do foco da gestão da comunicação empresarial por canais e meios de comunicação para a Gestão Relacional, baseada no conceito de rede participativa e descentralizada.

Segundo pesquisa publicada, em 2008, pelo IBOPE, o Brasil apresenta uma das maiores taxas de utilização da web 2.0, sendo o líder no ranking mundial no que refere a comunidades online, espaços onde cada vez mais se compartilham experiências de consumo – dos mais de 40 milhões de usuários regulares da internet no Brasil, 64% participam de redes sociais e 13% criam ou atualizam blogs.

De olho neste novo mercado e fonte de conhecimento, as organizações começaram a monitorar a web 2.0 obtendo valiosos insights para pesquisa de mercado, enquanto que nos últimos dois anos, os blogs e wikis já começaram a compor as estratégias de comunicação corporativa.

No entanto, seja como termômetro da imagem percebida da marca como na criação de canais colaborativos de comunicação com os stakeholders (todos os públicos que interagem com a marca), as ferramentas Web 2.0 proporcionam novas oportunidades tanto de ganho quanto de perda de valor.

Se considerarmos que, em média, um cliente insatisfeito comenta sua experiência negativa com até cinco pessoas, em tempos de comunicação 2.0, para quantas pessoas é possível compartilhar uma experiência, seja ela negativa ou positiva?

Sob este poderoso efeito multiplicador, que caracteriza o stakeholder atual, além de uma nova dinâmica, é primordial o estabelecimento de vínculos cooperativos baseados em confiança e reciprocidade, no qual a transparência e a autenticidade na comunicação são atributos mandatórios.

Por mais que a troca de informações com os diversos stakeholders e o tom mais humano de blogs, fóruns e wikis corporativas tenham o potencial de gerar uma contribuição positiva na percepção de valor e diferenciação de uma marca, a essência deste processo deve partir de dentro para fora da organização, com o desenvolvimento de redes sociais internas coesas e orgânicas. Do contrário, as contradições são rapidamente percebidas criando o efeito inverso.

Por isso, é primordial perguntar primeiro pela saúde das redes internas de comunicação, para então avançar em novas frentes.  Em outras palavras é preciso desenvolver o Capital Social Corporativo, ou seja, conhecer e aprimorar as redes de confiança e reciprocidade, em um processo que parte de dentro da organização.

Com este intuito, propomos como primeiro passo para tornar as redes organizacionais mais coesas e interconectadas a Análise das Redes Organizacionais – do acrônimo em inglês ONA.

 

Através de ONA é possível visualizar as estruturas de relações entre indivíduos, grupos, departamentos, chegando até os stakeholders; desvendando as influentes redes da comunicação informal (subjacentes ao organograma formal).

A potencialidade desta metodologia, realizada por uma equipe de antropólogos organizacionais e especialistas em branding, mapeia dimensões estratégicas tais como: fluxo de troca de informações, confiança e aconselhamento, inovação e aprimoramento de processos de trabalho, motivação e energia, compartilhamento de valores e do conhecimento do cliente.

Fazer o “dever de casa”, antes de lançar-se no emaranhado da comunicação 2.0, significa compreender e desenvolver as redes sociais de trabalho internas, o que representa um passo fundamental no sentido de preparar as organizações para uma comunicação cada vez mais participativa e descentralizada. 

Share/Save/Bookmark