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Mar 6

Hoje, mais do que nunca, são as redes informais as que determinam como o trabalho é feito numa organização

Posted Tuesday, March 6, 2012 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

“Administração moderna

Hoje, mais do que nunca, são as redes informais as que determinam como o trabalho é feito numa organização.

Em um contexto que facilita a interconectividade através de múltiplos canais de relacionamento, as organizações engessadas nos seus organogramas formais e míopes das suas redes informais apresentam cada vez mais dificuldades em inovar, pois a inovação emerge das redes de colaboração, sendo elas fundamentalmente informais.




Cada vez mais discursadas no repertório da administração moderna, na prática, as redes informais continuam sendo mal compreendidas e, pior, mal gerenciadas, sendo entendidas, na maioria das vezes, como antiestruturas desestabilizantes do status quo, mais do que uma face fundamental do pulso organizacional.

Na imagem acima, à esquerda, temos o organograma formal, em que os relacionamentos são definidos pela divisão tayloriana do trabalho. Esta rede formal (pois não deixa de ser uma rede) define as unidades funcionais e a hierarquia das relações de comunicação entre os indivíduos que a compõem.

À direita, por sua vez, apresentamos uma das tantas dimensões de rede informal que emergem das interações no dia a dia e que determinam como o trabalho é realmente feito. Com “dimensões” nos referimos ao tipo de relação que estamos mapeando, podendo ser definido como redes de troca de informação, aconselhamento técnico ou de carreira, motivação, novas ideias e assim por diante.

Nas redes informais, a posição estrutural dos indivíduos é dinâmica, pois está definida pelas relações em constante evolução. Neste caso, a função que o indivíduo desempenha já não está determinada pela sua função formal, mas pela sua localização estratégica na rede. Algumas das funções recorrentes dos nossos mapeamentos são:

Influenciador: mesmo sem ser necessariamente um líder formal, possui muitos vínculos diretos com outros indivíduos, podendo influenciá-los nas suas ideias e comportamentos.

Construtor de pontes: chave na inovação e integração organizacional, transcende silos funcionais criando pontes entre subculturas organizacionais
diversas (por exemplo, conectando a área de engenharia com a de marketing). Com acesso a informações estratégicas e não redundantes, o construtor de pontes
pode aumentar drasticamente a capacidade de inovação da organização, reduzindo o “time to market”.

Gargalo: gera uma alta dependência ao concentrar e controlar o fluxo das informações, tornando a comunicação ineficiente e mantendo sua equipe na periferia da rede. A descentralização das suas atividades não prioritárias costuma ser uma solução a este sintoma, comum nas lideranças sobrecarregadas de tarefas.

Periférico subutilizado: não consegue integrar-se à cultura organizacional (e suas redes de relacionamentos), seja por uma fraca socialização ou por incompatibilidades com a cultura dominante. Alinhar os valores e objetivos da organização com os processos de contratação e posterior socialização, torna mais eficiente a qualidade e o timing da integração, ao mesmo tempo que reduz a rotatividade e aumenta o rendimento do trabalho em rede.

Periférico intencional: por sua especialidade ou escolha de vida possui mais relações fora do que dentro da organização. Geralmente são pesquisadores, vendedores ou representantes, cujo foco está fora dos limites porosos da empresa. Saber respeitar o foco das suas relações com o ambiente externo, sem deixar de estimular as conexões com pessoas-chave do ambiente interno, é o que este tipo de perfil precisa para um melhor desempenho em rede.

Revelar a importância estratégica das redes informais não significa tornar obsoletos os organogramas formais, pois estes atingem uma função normalizadora importante. Ao contrário, acreditamos que a chave está no alinhamento e sinergia que estas duas estruturas devem gerar para o desenvolvimento da organização como um organismo vivo.

Momentos traumáticos de reestruturação deveriam considerar a relação que se estabelece dialeticamente entre as redes formais e informais, pois esta impacta fortemente a perenidade organizacional.

Particularmente em processos de fusões & aquisições (F&A), sobram evidências da porcentagem de experiências que não atingem as sinergias esperadas, evidenciando-se como principal causa o choque cultural na hora de integrar as redes informais envolvidas na equação.

Desvendar os fluxos e padrões das redes informais de trabalho, em sinergia com o organograma formal, possibilita enxergar caminhos para tornar as organizações mais integradas, inovadoras e adaptáveis aos desafios da “sociedade em rede”.”

Autor: Ignacio García, sócio-fundador da Tree BrandingTree Intelligence.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

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Feb 17

Pirâmide do Trabalho em Rede: entrevista na Harvard Business Review

Posted Friday, February 17, 2012 on Análise de Redes Organizacionais

Assista a entrevista com Ignacio Garcia, sócio da Tree Branding na TV da Harvard Business Review Brasil, na qual comenta sobre o MODELO DA PIRAMIDE DO TRABALHO EM REDE®.

A seguir postamos uma parte do artigo que foi ao ar na HBRB, Edição Janeiro 2012.

“Com o intuito de sistematizar e dar um suporte formal aos mapeamentos de redes organizacionais, Ignacio García e a sua equipe desenvolveram o Modelo da Pirâmide do Trabalho em Rede® - ferramenta de diagnóstico e gestão do trabalho em rede, adaptável a organizações de distintos segmentos e estágios de crescimento.

A figura da pirâmide sintetiza as três dimensões chaves de mapeamento que propõe o modelo: Cooperação, Energia e Inovação.

Cooperação: ingrediente fundamental de todo trabalho em rede, a cooperação é a base da pirâmide e a primeira dimensão relacional a ser mapeada. Dentro dela, existem sub-dimensões de redes de: Comunicação, Conhecimentos, Projetos e Canais.

Todavia, a cooperação (entendida aqui como a troca de informações relativas ao trabalho) pode ser “forçada” pelas estruturas formais, que determinam quem deve cooperar com quem, o que limita a capacidade adaptativa e obstaculiza o fluxo de recursos (tangíveis e intangíveis) que possibilitariam a emergência de inovações.

Energia: Esta dimensão psicológica é um valioso indicador das condições onde a cooperação criativa acontece ou pode vir a acontecer. É comum observar que os colaboradores constroem vínculos de preferência com aqueles com quem se sentem “energizados” (leia-se motivados) para estabelecer uma colaboração não forçada pela hierarquia formal. Segundo nosso modelo, este é um ponto chave para estimular a inovação.

Inovação: A dimensão das redes de Inovação está localizada no topo da pirâmide, pois a definimos como uma propriedade emergente das redes de cooperação energizadas.

Mais especificamente, a dimensão das redes de inovação envolve um processo complexo de sucessivas inter-relações com distintos atores. Pois passado o primeiro período de geração de novas idéias (invenção), o processo de desenvolvimento do produto, serviço ou processo e sua difusão no ecossistema do negócio, passará por uma serie de redes estrategicamente pensadas para o seu sucesso. Todavia, as valiosas redes de inovação se sustentam na cooperação energizada.

O grau de Interconectividade é o principal indicador deste modelo. Por meio dele, observa-se que a interconectividade (ou densidade) das relações para cada dimensão mapeada tende a ser maior na base (Cooperação) e se reduz à medida que se aproxima do topo (Energia e Inovação).

O que se justifica na variação da profundidade do Vínculo Psicológico que se estabelece entre as pessoas para cada dimensão. Em outros termos, se observa que as relações tendem a ser menos densas e mais profundas à medida que passam da cooperação para a energização e a inovação, fortalecendo progressivamente o vínculo psicológico que os une e sendo mais seletivos na escolha dos seus relacionamentos.

Fonte: Harvard Business Review Brasil, Edição Janeiro 2012

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Feb 8

Uma visão antropológica das redes sociais


Prezados é com muita satisfação que começamos 2012 com um artigo publicado na primeira edição do ano da Harvard Business Review Brasil. A seguir postamos sua primeira parte. Esperamos que gostem!

“Em um ecossistema de mercado cada vez mais complexo, hiperconectado e instável, a inovação tornou-se a panaceia da qual as organizações precisam para se adaptar.

Sem entrar na discussão sobre a correta definição do termo inovação, consideramos que, na “sociedade em rede”, a inovação deixou de depender dos gênios e eurekas individuais para ser uma propriedade emergente das redes sociais de colaboração, em todo o seu processo de desenvolvimento e difusão.

Particularmente no Brasil, o conceito de “rede social” está fortemente associado ao de “mídias sociais”. Todavia, este último é um tipo particular de rede social que se estabelece através de canais virtuais de compartilhamento de informação, tais como Facebook, Twitter e LinkedIn.

Já do ponto de vista antropológico, o desenvolvimento de redes sociais pela humanidade antecede, em pelo menos dois milhões de anos, os fenômenos cyberculturais das mídias sociais, pois nosso gênero é definido justamente pela sua capacidade de estabelecer grandes redes sociais entre indivíduos distantemente aparentados ou mesmo desconhecidos entre si. Essa formidável capacidade cooperativa — que as mídias sociais apenas potencializam — nos diferencia do comportamento cooperativo de outras espécies sociais.

As redes sociais são, portanto, condição sine qua non da nossa espécie e transcendem o canal pelo qual se desenvolvem, seja numa comunidade caçadora-recoletora do neolítico ou numa organização empresarial na era da interconectividade.

Finalmente, denominamos as interações sociais que se estabelecem dentro de uma organização empresarial, como “redes organizacionais”, que se estabelecem tanto entre colaboradores quanto entre colaboradores e stakeholders (seus públicos de contato), abarcando todo o ecossistema do negócio.”

Autor: Ignacio García, sócio-fundador da Tree Branding e Tree Intelligence.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

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Dec 27

Feliz 2012 cada vez mais conectados com o essencial das redes, das relações, da vida que é o ♥♥♥

Posted Tuesday, December 27, 2011 on Uncategorized

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Jul 13

Organizações em Rede - Tree Branding realiza projeto inovador de Redes Informais na Vivo!

Posted Wednesday, July 13, 2011 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

Na Sociedade em Rede, indivíduos e organizações precisam enxergar a energia criativa das Redes Informais e aprender a gerar valor compartilhado delas.

Nesta vertente, A Análise de Redes Organizacionais (ONA) surge como uma disciplina capaz de mapear e analisar o Capital Social (relacional) de indivíduos e organizações em rede.

Desvendar os fluxos e padrões das redes de trabalho, além do organograma formal, possibilita enxergar caminhos para tornar as organizações mais Integradas, Inovadoras e Adaptáveis aos desafios da Sociedade em Rede.

A Tree Branding mapeou e analisou as Redes de Cooperação, Conhecimentos Estratégicos, Energia e Inovação do middle e top management da Vivo, empresa de telecomunicações líder no Brasil. Um projeto que envolveu a participação de 607 gestores.

Como se fosse um Raio-X, a Análise de Redes Organizacionais desvendou quem é quem, quem sabe o que e quem está conectado com quem nas redes informais estratégicas desta organização, caracterizando sua cultura organizacional de trabalho em rede e identificando caminhos para melhorar suas redes de trabalho de maneira estratégica.

Os resultados desta pesquisa inovadora em âmbito mundial apresentam caminhos de diagnóstico e ação para transformação das organizações na sociedade em rede, impactando as áreas de Management, Recursos Humanos e Gestão do Conhecimento.

Este case foi apresentado no Primeiro Congresso Internacional de Redes Organizacionais (Circuits Of Profits), realizado em Budapeste, em junho de 2011.

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Jul 6

Onde está a inovação?

Posted Wednesday, July 6, 2011 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

Especialistas, entre eles Ignacio García, sócio-fundador da Tree Branding, são categóricos em afirmar: a inovação está nas pessoas. Investir, reconhecer e engajar são alguns caminhos para promover um ambiente voltado para mentes criativas. Leia m ais e aprenda como motivar a criatividade em sua empresa.

Reconhecer talentos e retê-los numa empresa. Eis o grande desafio do século XXI. Porém, como equacionar esta questão, já que atualmente os profissionais estão mais em busca de realização pessoal do que um melhor salário?

Para reter e manter talentos, as organizações devem investir e reconhecer o capital intelectual de seus colaboradores. O antropólogo organizacional Ignácio Garcia propõe que isso seja feito por meio do conhecimento das chamadas redes informais de comunicação. Com isso, pode-se identificar o real papel desempenhado, que pode ser bem diferente do organograma oficial.

O mapeamento das redes informais, a chamada Análise de Redes Organizacionais, representada pela sigla em inglês ONA (Organizational Network Analysis), ajuda a desvendar algumas dimensões chaves da comunicação organizacional.

Entre estas redes destacam-se as redes de cooperação — quem troca informação com quem; redes de confiança — quem pede conselhos a quem; redes de inovação — como é o fluxo de troca de novas ideias; motivação — quem são os colaboradores que estimulam e motivam.

Por meio deste mapeamento, fica mais fácil identificar talentos, investir de forma assertiva no capital intelectual e no que  o colaborador pode oferecer de melhor para a empresa, até mesmo para uma reestruturação organizacional.

Gil Giardelli, CEO da Gaia Creative e Professor de MBA, do CIC (Centro de Inovação e Criatividade) e Pós graduação da ESPM, explica que a sociedade do Século XXI está mais integrada e compartilhando conhecimento, sobre tudo na web .

“Existe na humanidade um excedente cognitivo. A sociedade conectada desligando a TV e produzindo conteúdo.”Segundo Giardelli, isso representa um trilhão de horas por ano de desenvolvimento de sabedoria. E pontua: “sai a televisão, uma atividade solitária e entra as conexões sociais – contribuir, compartilhar etc”.

Este movimento vem ao encontro das ideias de Daniel Pink, um dos principais pensadores de management da nova geração. Autor do livro “Drive: The Surprising Truth About What Motivates Us”, Pink fala nesta obra sobre as mudanças de comportamento do trabalhador do século XX e da era atual. No século passado, o grande interesse era os ganhos financeiros e agora as pessoas buscam inserção como forma de obter satisfação.

Pink explica também que os sistemas motivacionais devem ser modificados, pois as tarefas desenvolvidas pelos trabalhadores também mudaram. No século XXI, muitas atividades mecânicas e com regras simples de resolução são realizadas por um menor custo, seja por terceiros ou softwares. O funcionário atual deve ser motivado para tarefas que ele aprecie e enxerge valor, não somente para ele, mas também para a sociedade.

Tomando como base diversos estudos empíricos realizados por universidades em países como Estados Unidos e Inglaterra, Daniel Pink sugere uma nova abordagem motivacional construída em torno da motivação intrínseca. Ele aponta que as empresas pouco utilizam esta abordagem. “Há um desencontro entre o que a ciência sabe e o que os negócios fazem”, diz.

Pink ainda cita como uma possível solução motivacional um sistema baseado em três princípios: autonomia, domínio e propósito. Segundo o pensador, empresas que dão autonomia aos seus colaboradores, já estão vendo a produtividade, engajamento e satisfação aumentar na mesma escala que percebem a rotatividade caindo.

Na visão de Ignácio Garcia, antropólogo organizacional, “uma organização que goza de boa saúde em termos de cooperação e inovação tende a apresentar redes densas e coesas dentro dos seus departamentos chaves e, sobretudo, entre eles. Este tipo de empresa, extrai o máximo da capacidade criativa inerente ao seu capital humano em rede”, reforça.

A gestão estratégica das redes sociais, dentro e fora da organização, é para Garcia, ponto chave na construção e implementação de uma política de inovação nas empresas. A Análise de Redes Organizacionais (ONA) trabalhada junto com a Antropologia Organizacional é fundamental para que as organizações desenvolvam de forma assertiva a inovação, aproveitando a  genialidade coletiva e o capital intelectual de seus colaboradores.

Com base nas teorias apresentadas pelos estudiosos do tema podemos verificar uma grande mudança de paradigma. Tal mudança  se faz necessária para se obter melhores performances dos trabalhadores do século XXI para, só então, termos melhores resultados nos negócios.

E na sua empresa, os talentos têm sido reconhecidos e valorizados?

Fonte: HSM online

Veja a matéria na íntegra: http://www.hsm.com.br/artigos/onde-esta-inovacao

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May 9

Primer Curso de Análisis de Redes Organizacionales


Hola a todos,

Del 23 de mayo al 20 de junio del 2011, se realizará el Primer Curso de E-learning en Análisis de Redes Organizacionales.

El mismo estará disponible en el idioma español y tiene como objetivo introducir los fundamentos de esta nueva disciplina, aprendiendo a visualizar y analizar las poderosas redes informales de trabajo. 

¡Un abrazo y los esperamos!

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Apr 7

Análise de Redes Sociais e Organizacionais - Perguntas que ajuda a responder


Abaixo, elencamos as temáticas estratégicas onde atua a Análise de Redes Organizacionais.

Com certeza tem mais de um ponto que está na pauta dos gestores. Quais são?

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Mar 2

Artigo da Tree Branding entre os mais lidos da HSM 2010

Posted Wednesday, March 2, 2011 on Análise de Redes Organizacionais

Confira no link: http://www.hsm.com.br/editorias/um-olhar-antropologico-das-redes-sociais

Um olhar antropológico das redes sociais

O ano de 2009 nos deixou uma contundente certeza: queiramos ou não, estamos em rede como nunca antes na nossa evolução cultural (por evolução entenda-se aqui o “processo de mudança” e não necessariamente o “progresso” no sentido linear).

Tudo indica que tal processo irá se intensificar nos próximos anos, continuando a dar forma ao que o filósofo Manuel Castells definiu como a “Sociedade em Rede”. E nesta nova era do conhecimento e da sociedade em rede, o Brasil conta com traços culturais de sociabilidade que se manifestam na rápida adoção das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), o que o coloca numa situação privilegiada de competitividade global.

Todavia, junto com esta certeza, vem várias outras incertezas que geram, especialmente no meio empresarial, uma grande ansiedade sobre como se adaptar às mudanças de características vertiginosas, orgânicas (não mecânicas) e auto-organizadas (não impostas pela hierarquia).
É por isso que 2009 foi o ano no qual as organizações brasileiras se voltaram massivamente às chamadas “mídias sociais”, compreendendo que, querendo ou não, já estão na sociedade em rede.

Junto com o empoderamento de um consumidor cada vez mais conectado, antenado e criador de conteúdo e, com as novas características dos cidadãos da denominada geração Y, os limites classificatórios se tornam cada vez mais difusos, nos levando a compreensão de que tudo está interligado.

Dissipação de limites entre a organização empresarial e seus stakeholders (aonde começa e termina cada uma?) e entre o mundo on-line e off-line como espaço de experiência e relacionamento, são exemplos que impactarão cada vez mais a maneira de como se pensa e se pratica a comunicação empresarial.

Nesta vertente, as organizações que se comportarem de maneira “retardatária” na compreensão e adoção de novas tecnologias e conceitos de comunicação empresarial, poderão sofrer as conseqüências de quem entra tarde no jogo, podendo se auto-excluir do emaranhado entrançado sócio-cultural contemporâneo.

Com as certezas e incertezas herdadas do ano que passou, nossa proposta para o ano que começa é contribuir na compreensão e ação da comunicação empresarial no seu sentido mais amplo, a partir de uma ótica antropológica das redes sociais que lhe dão vida. Comecemos, então, pela pré-história das redes sociais.

A pré-história das redes sociais

Junto com a crescente popularidade do conceito de “redes sociais” (vinculado ao mundo virtual ou online), cresce a esperança de uma sociedade mais integrada e horizontal, muitas vezes descrita por metáforas organicistas e provenientes da teoria da complexidade. No entanto, é preciso compreender que o conceito de rede não implica necessariamente algo positivo per se, já que a rede é um meio e não um fim em si mesma, e a valorização da rede é algo relativo aos atores que a compõem.

O conceito de rede social tampouco é algo novo (mas sim ganha novas características na sua versão virtual ou on-line), já que, como mostraremos a seguir, a interligação entre indivíduos é inerente ao gênero humano. Durante mais de 99% do tempo transcorrido desde a aparição dos primeiros indivíduos do gênero Homo – há aproximadamente dois milhões de anos AC -, nossos antepassados já se organizavam socialmente em pequenas comunidades do tipo caçadoras- recolectoras, nômades, com pouca divisão do trabalho e primando a interação cara-a-cara e a tomada de decisão coletiva e guiada pelo consenso.

Ou seja, mais de 99% da nossa existência na Terra vivemos em pequenas redes sociais de topografia (forma) horizontais e clusterizadas em pequenos grupos pouco conectados entre si.
No tempo restante (menos de 1%), importantes mudanças aconteceram - o que não significa que o período anterior fosse estático. De maneira muito resumida, podemos dizer que tais mudanças, particularmente tecnológicas, afetaram o tamanho e hábitos das comunidades e, subsequentemente, ampliaram os limites do mundo, o que levou a uma posterior sub-limitação geopolítica em Estados-Nação.

Nos últimos vinte anos (irrisórios 0,001%) a aparição da Web 1.0 e posteriormente da Web 2.0 possibilitou, como nunca antes, a interação entre indivíduos diversos e fisicamente distantes, tornando o mundo significativamente mais enxuto (ao menos em termos comunicacionais e em referência aqueles incluídos digitalmente). Este fascinante processo reaviva o conceito de “comunidade” inerente ao nosso gênero. Comunidades formais e, sobretudo, informais que se constituem a partir de atributos em comum, mas desta vez também existem na forma virtual ou on-line, dialogando em tempo real no seu interior e entre elas.

Acreditamos que uma nova história de relacionamentos mais horizontais e auto-organizados está começando e pode beneficiar-se à luz da compreensão da natureza humana, caracterizada, entre outros aspectos, pela necessidade da comunicação informal além das estruturas formais (como é o caso das empresas).

Em suma, este é o momento propício para olhar a comunicação empresarial como uma grande e complexa rede de indivíduos que interagem além dos limites das estruturas formais e físicas e dos canais tradicionais de comunicação. Desvendar e gerenciar as comunidades de afinidade que se criam e existem dentro e fora das organizações deve ser uma prioridade estratégica da gestão em geral e da comunicação empresarial em particular.

Ignacio García (Antropólogo Organizacional, especialista em Análise de Redes Organizacionais e CEO da Tree Branding Consulting). www.treebranding.com / Ignacio@treebranidng.com

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Mar 15

A comunicação orgânica nas organizações em rede. Parte I


A seguir, o nosso artigo de fevereiro publicado no site da Aberje!

Na era da sociedade em rede, as organizações engessadas em rígidos organogramas formais terão cada vez mais dificuldades em se adaptar a este novo paradigma, no qual o trabalho em rede é o caminho do sucesso organizacional.

Trabalhar em rede implica considerar um segundo organograma, às vezes complementar, às vezes contraposto à disposição formal e hierárquica do trabalho.

Este outro organograma não necessariamente respeita as fronteiras das funções, áreas, hierarquias e demais barreiras tangíveis e intangíveis que impedem a comunicação acontecer de maneira integrada e fluída. De fato, trata-se de um outro organograma, orgânico em sua essência. Estamos falando do enigmático Organograma Informal.

Mal compreendido e na maioria das vezes subestimado, ele emerge das redes de relacionamentos criadas entre os colaboradores da organização (por enquanto, deixemos os stakeholders fora, mas, como falamos no artigo anterior, lembre-se que este limite é artificial). Estas redes humanas e informais fazem o trabalho acontecer no dia a dia e apresentam uma dinâmica e topografia que pode ser monitorada, visualizada e, finalmente, gerenciada.

Mudando o mind-set organizacional - Como primeiro passo para preparar as organizações para o trabalho em rede é preciso mudar do mindset organizacional a idéia instaurada de que a comunicação é responsabilidade e patrimônio exclusivo da uma determinada área – conhecida com área de comunicação -, já que isto dificulta o trabalho em rede limitando-o a uma visão mecânica (e não orgânica) da comunicação institucional.

Com esta mudança a comunicação tende a recuperar seu verdadeiro sentido: a de uma rede orgânica – portanto viva e dinâmica – que emerge dos múltiplos relacionamentos e visa o objetivo comum de fazer as coisas acontecerem para cada um de seus integrantes e para a organização como um todo.

Reconhecemos que todo novo pensamento traz incertezas e resistências por parte do statu quo. Neste sentido, é importante destacar que longe de relegar os profissionais das áreas de comunicação corporativa, cabe a eles a oportunidade de guiar a organização ao trabalho em rede, dominando novas técnicas para o gerenciamento da comunicação orgânica. Para tanto, nossa missão, como cientistas da nova ciência das redes sociais, é apresentar os instrumentos necessários para que isso aconteça.

Enxergue o Organograma Informal através da lente da Análise de Redes Organizacionais - A Análise de Redes Organizacionais (do acrônimo em inglês ONA) é uma disciplina de origem matemática que, como um raio-x, ajuda a visualizar as redes de comunicação entre indivíduos, grupos e departamentos, chegando até os stakeholders. Tal visualização desvenda o organograma informal que sobejasse o organograma formal e extrai valiosos KPI (key performance indicators) do trabalho em rede para cada colaborador e para o sistema como um todo, possibilitando o gerenciamento da comunicação orgânica.

Como se exemplifica sinteticamente nas imagens acima, nos mapeamentos de ONA é comum observar que aqueles que ocupam posições centrais nas redes de comunicação informais, não necessariamente ocupam um cargo formal de liderança ou estão no topo do organograma formal.

A identificação destes “líderes informais” é o primeiro passo para saber “quem é quem” no organograma informal, mensurando o impacto que sua presença ou ausência tem no fluxo da comunicação como um todo. A partir de tal conhecimento é possível gerenciá-los, uma vez que os influenciadores do dia a dia podem ser grandes facilitadores da comunicação e do melhor desempenho organizacional, ou, muito pelo contrário, podem transformar-se em desgastantes obstáculos, fragilizando a saúde organizacional em termos comunicacionais. Esta análise torna-se fundamental para momentos culturalmente traumáticos como grandes reestruturações, fusões e aquisições.

Através de questionários e de técnicas de contextualização oriundas da antropologia organizacional, é possível mapear e compreender dimensões estratégicas da comunicação que, por seu caráter intangível, fogem da análise tradicional.

Assim, o mapeamento das redes informais desvenda dimensões chaves da comunicação organizacional tais como as redes de:

· Cooperação: quem troca informação com quem;

· Confiança: quem pede conselhos a quem;

· Inovação: como é o fluxo de troca de novas idéias;

· Motivação: quem são os colaboradores que estimulam e motivam.

A partir de um tratamento quantitativo e qualitativo se visualizam tais redes e se obtém indicadores que identificam os tipos e o nível de centralidade e periferia que os colaboradores desempenham nas redes mapeadas, levando-se em conta o contexto cultural e a essência de cada organização (parte extremamente importante, pois a mensuração isolada pode levar a erros de interpretação sem uma devida contextualização).

Entre os perfis mais comuns, podemos destacar:

Hub ou Influenciador – aquele colaborador que, mesmo sem ser um líder formal, possui muitos vínculos “diretos” com outros colaboradores e stakeholders, podendo influenciá-los ou ser influenciado.

Expert Broker - aquele colaborador que, mesmo sem ser um líder formal, tem acesso ao conhecimento de seu grupo e atua como integrador ou “ponte” entre diversos grupos, incentivando assim a capacidade de integrar e espalhar novas informações a toda organização;

Gargalo - aquele líder – geralmente formal - que, de maneira consciente ou inconsciente, cria uma alta dependência na sua pessoa ao concentrar e controlar o fluxo das informações, tornando a comunicação ineficiente e mantendo sua equipe na periferia;

Periférico Subutilizado - aquele colaborador que não está conseguindo se integrar ao grupo seja porque ainda está na etapa de socialização ou porque não obteve êxito em se adaptar à cultura ou sub-cultura organizacional.

Periférico Intencional – aquele colaborador que por sua especialidade ou escolha de vida possui mais conexões fora da organização que dentro dela. Geralmente trata-se de pesquisadores e vendedores ou representantes.

Como toda classificação, ela é arbitrária e incompleta, mas necessária para identificar quem é quem nas redes organizacionais, sobretudo se é sustentada por uma sólida metodologia.

Você reconhece algum destes perfis de colaboradores nas redes informais da sua organização?

Nos próximos artigos começaremos a olhar cada um deles e suas implicações neste novo conceito que denominamos de Comunicação Orgânica. Até a próxima!

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Dec 7

Desvendando o CAPITAL SOCIAL CORPORATIVO: a análise de redes organizacionais

Posted Monday, December 7, 2009 on Análise de Redes Organizacionais

Com vocês o final da entrevista sobre CAPITAL SOCIAL CORPORATIVO concedida à RH Mais, veículo de comunicação da LG Sistemas.

LG: Um das especialidades de sua consultoria (Tree Branding Consulting) é a Análise de Redes Organizacionais. Em que consiste essa metodologia? Quais são seus principais objetivos?


Ignacio: A Análise de Redes Organizacionais (do acrônimo em inglês ONA) torna possível tudo o que tenho falado até agora sobre Capital Social, já que o principal desafio deste capital intangível é seu mensuramento. Tudo o que pode ser mensurado pode ser gerenciado e aprimorado.

Aqui entra ONA, como carro-chefe da Tree Branding, consultoria pioneira na América Latina na aplicação da Análise de Redes Organizacionais.

Como se fosse um Raio-X, ONA ajuda a desvendar quem é quem nas redes estratégicas de cooperação, confiança, inovação e até motivação organizacional, identificando indivíduos centrais e periféricos na troca de informação e extraindo indicadores de avaliação de desempenho, junto com os caminhos para aprimorar o Capital Social.

LG: Como o senhor visualiza as redes humanas de trabalho do futuro? Qual o papel do RH nesse meio?

Ignacio: Costumo dizer que o futuro já chegou. Ou seja, a economia do conhecimento e o mundo interconectado são uma realidade à qual as empresas vão se adaptando enquanto evoluem.

ONA já forma parte da estratégia das principais empresas da Fortune 500. Acreditamos que o RH brasileiro tem uma grande oportunidade na frente e começará a se interessar nos benefícios concretos que a Análise de Redes Organizacionais tem para a criação de Capital Social Corporativo.

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Nov 9

Capital Social Corporativo

Posted Monday, November 9, 2009 on Análise de Redes Organizacionais

Vamos postar em etapas a entrevista concedida à RH Mais, veículo de comunicação da LG Sistemas, sobre o Capital Social Corporativo que pode ser acessada na íntegra: http://migre.me/b3Ox

Em um mundo marcado pela conectividade e o conhecimento em rede, nasce o conceito de Capital Social Corporativo, que abre novas perspectivas para a gestão de pessoas. Em entrevista ao RH Mais, Ignacio García, antropólogo sócio-cultural especialista em análise de redes sociais, nos ajuda a entender um pouco mais sobre esse novo conceito e sua importância para as organizações.

LG: O consultor Stephen Kanitz conceitua o capital social como sendo o capital que os acionistas oferecem à sociedade para garantir que empregados e fornecedores recebam no fim do mês. Ou seja, é um compromisso que a empresa assume com a sociedade. Sob o ponto de vista dos recursos humanos, o senhor defende outro tipo de conceituação para capital social. Qual a diferença entre esses dois conceitos e por que é tão importante que as organizações também passem a medir esse (outro) tipo de capital social?

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Ignacio: Do ponto de vista estritamente financeiro ou contábil, o Capital Social refere-se à soma do valor nominal de todas as ações emitidas.

Do ponto de vista das ciências sociais, o Capital Social refere-se ao valor que é criado através das redes de relacionamentos entre os indivíduos e instituições.

Essa ultima acepção trata o Capital Social como sinônimo de redes de confiança, normas de reciprocidade e cooperação que se estabelecem em cada interação social em distintos tipos de organizações sociais. Portanto, o conceito estritamente financeiro aborda questões diferentes e independentes do conceito sociológico, não se conflitando a meu parecer.

O enfoque relacional do Capital Social ganha particular importância num novo contexto marcado pela interconectividade e conhecimento em rede, no qual o antigo paradigma mecanicista e racional já não consegue suportar as crescentes mudanças, complexidades e incertezas que permeiam as organizações atuais.

Esse poderoso conceito transcende uma área única de conhecimento e se aplica a vários âmbitos da vida democrática, identificando-se profundas raízes teóricas em filósofos clássicos como Aristóteles, sociólogos contemporâneos como Pierre Bourdieu e Mark Granovetter, politólogos renomados como Robert Putnam e economistas influentes como Francis Fukuyama. O sucesso das organizações sociais parece descansar hoje, mais do que nunca, na compreensão e no desenvolvimento do Capital Social.

Recentemente, o conceito começou a ser introduzido nas organizações empresariais, já que foi demonstrado através de pesquisas científicas - como as dos “Buracos Estruturais” de Ronald Burt – que a criação deste capital intangível, beneficia tanto o indivíduo quanto a organização.

Ao nível do individuo, construir redes de Capital Social possibilita:

  • Obter promoções mais velozmente;
  • Ser avaliado de maneira mais satisfatória;
  • Aprender mais sobre o ambiente organizacional e o mercado no qual atua;
  • Melhorar a eficácia e a eficiência das equipes que integra e dirige;
  • Contribuir mais com o bem comum organizacional.

Já a nível organizacional, a construção do que denominamos Capital Social Corporativo possibilita:

  • Aumentar a Reputação Organizacional;
  • Melhorar a Aprendizagem Organizacional;
  • Desenvolver a Cooperação e a capacidade de Inovação;
  • Aumentar a Competitividade;
  • Adaptar-se melhor e mais rapidamente ao meio interno e externo.

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Sep 22

Do Capital Humano ao Capital Social. O enfoque de redes organizacionais na Gestão de Pessoas

Posted Tuesday, September 22, 2009 on Antropologia Organizacional, Análise de Redes Organizacionais

Veja a seguir o artigo sobre o enfoque de redes organizacionais na Gestão de Pessoas, publicado ontem (21-09-09) na HSM online.

Do Capital Humano ao Capital Social

Vivemos numa era marcada pela interconectividade e conhecimento em rede, no qual o antigo paradigma mecanicista e racional já não consegue suportar as crescentes mudanças, complexidades e incertezas que permeiam as organizações atuais.

Por sua vez, um novo paradigma ganha forma e espaço, sobretudo naquelas organizações que, como super-organismos em constante adaptação, conseguem mudar padrões arcaicos de pensamento e ação. Neste contexto, o RH tem uma vital importância para contribuir no processo de adaptação organizacional.

Tradicionalmente, o enfoque da Gestão de Pessoas tem sido no Capital Humano, definido como os conhecimentos, capacidades e experiências de cada colaborador dentro de uma organização.

Contudo, o novo paradigma da interconectividade muda o foco no colaborador isolado para o colaborador em rede, o que implica complementar a gestão do Capital Humano com a gestão do Capital Social ou Relacional.

O que é Capital Social e como este pode beneficiar o desempenho do Capital Humano?

O termo Capital Social refere às redes de relacionamento baseadas na confiança, cooperação e inovação que são desenvolvidas pelos indivíduos dentro e fora da organização, facilitando o acesso à informação e ao conhecimento.

Tais redes podem adotar um caráter formal (determinadas pelos laços hierárquicos, próprios do organograma formal), mas, sobretudo, são de natureza informal, envolvendo laços horizontais (entre pares) e diagonais (entre colaboradores de distintas áreas e stakeholders).

O Capital Social é a amálgama que interconecta as várias formas do Capital Humano, criando o ativo intangível mais valioso das organizações: a redes humanas de trabalho.

Os benefícios da Gestão do Capital Social para os executivos foram brilhantemente identificados pelo sociólogo Ronald Burt da Universidade de Chicago. Burt conduziu investigações que analisaram as estruturas de rede do capital social de colaboradores chaves em distintas organizações.

Ele chegou à conclusão de que aqueles executivos que desenvolvem Capital Social de qualidade – criando “pontes” com pessoas e grupos em regiões estratégicas das suas redes, denominadas por Burt como “buracos estruturais” (structural holes) - se destacam marcadamente de seus pares nos seguintes aspectos:

· Obtém promoções mais velozmente;

· São avaliados de maneiras mais satisfatórias;

· Aprendem mais sobre o ambiente organizacional e o mercado no qual atuam;

· Melhoram a eficácia e a eficiência das equipes que integram e dirigem;

· Contribuem mais com o bem comum organizacional.

A avaliação do capital humano em rede

Um das principais conseqüências da crise atual são as reestruturações das organizações. Estes processos traumáticos são muitas vezes potencializados pela miopia dos tomadores de decisão em perceberem que os colaboradores que saem da organização não só levam consigo suas capacidades, conhecimentos e experiências (o Capital Humano), mas também suas valiosas redes interpessoais baseadas na confiança, cooperação e inovação, enfraquecendo assim o Capital Social Corporativo.

Essa questão pode tomar dimensões maiores quando se trata da saída de líderes informais, que são aqueles que não são impostos pelo organograma formal, mas emergem das redes informais as quais articulam e mobilizam. Se de fato estes líderes contribuem positivamente com a organização, sua saída pode intensificar as falhas na comunicação e o clima de incerteza e desmotivação, enfraquecendo a rede de comunicação informal que, em definitivo, é o motor que movimenta a roda do trabalho cotidiano.

Nestes casos, a avaliação da interconectividade entre os colaboradores e a identificação daqueles cujo Capital Social é estratégico para a organização - seja como integrador entre áreas, difusor de informações chaves ou gerador de sinergia entre equipes e projetos – é o primeiro passo para sua retenção, possibilitando posteriores ações de reforço e desenvolvimento das redes que criam e sustentam o Capital Social Corporativo.

Novos paradigmas – novas ferramentas

Para que o enfoque de redes do Capital Social não corra o risco de ser tomado meramente como uma metáfora dos novos tempos, o management em geral e o RH em particular, contam hoje com uma poderosa metodologia para o diagnóstico quantitativo e qualitativo do capital humano em rede.

Estamos falando da Análise de Redes Organizacionais, que possui um rico embasamento teórico metodológico e já está sendo utilizada pelas principais organizações da Fortune 500, tais como: IBM, Intel, HP, 3M, Xerox e Novartis.

No caso específico do RH, a Análise de Redes Organizacionais se posiciona como um complemento dos métodos de avaliação já existentes, criando indicadores de desempenho dos colaboradores em termos relacionais, identificando atores centrais, periféricos e comunidades de prática em redes estratégicas de cooperação, inovação, confiança e motivação.

Em termos mais amplos, o enfoque de redes do Capital Social possibilita diagnosticar a saúde comunicacional da organização como um todo, sendo insumo estratégico para o desenho e gerenciamento de organizações mais inteligentes, integradas e organicamente interconectadas por um Capital Humano em rede.

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Jul 30

Tree Branding e a Gestão das Redes Humanas de Inovação


Veja a seguir o artigo sobre inovação publicado ontem na HSM online.

A inovação é um “valor” cada vez mais presente na comunicação institucional das organizações. No entanto, na prática, muitas vezes não passa de uma expressão de desejo, carecendo do devido respaldo na cultura organizacional.

Nos últimos meses, é notória a intensificação do interesse em tornar as organizações “realmente inovadoras”, seja como panacéia para superar a crise atual ou como evolução inevitável de um mundo global. No entanto, pouco se fala da natureza relacional da inovação e da importância de contar com instrumentos científicos para diagnosticar e gerir as redes sociais da qual ela emerge.

Sabe-se que todos nós temos, pelo menos uma vez na vida, uma idéia genial. Mas, fatores como o isolamento, o tempo e o contexto adversos, dificultam o desenvolvimento e a aplicação das idéias individualmente gestadas.

Por sua vez, as organizações, tem a vantagem potencial de estabelecer complexas redes de colaboradores e stakeholders, constituindo um verdadeiro “super-organismo” vivo e em constante evolução. Nele, a capacidade de achar novas soluções e novos nichos não deveria depender mais da genialidade individual dos “talentosos, imperdíveis ou gurus”, mas da estrutura emergente das redes de cooperação e inovação que interconectam pessoas e idéias gerando inovações.

Todavia, para avançar no conhecimento e desenvolvimento das redes de cooperação e inovação é preciso contar com métodos científicos e não meramente retóricos ou metafóricos.

Neste sentido, a Análise de Redes Organizacionais - do acrônimo em inglês ONA – se posiciona como uma metodologia cientificamente validada que permite visualizar e mensurar as redes de cooperação e inovação dentro das organizações e entre elas e seus stakeholders, tornando visíveis as redes humanas de inovação e ajudando a aprimorá-las.

Através desta metodologia - aliada com a análise profunda da cultural organizacional conhecida como Antropologia Organizacional - é possível diagnosticar, como um raio-x, a topografia da rede organizacional, identificando os clusters e indivíduos que afetam positiva ou  negativamente a cooperação, inovação e motivação organizacional.

Uma organização que goza de boa saúde em termos de cooperação e inovação tende a apresentar redes densas e coesas dentro dos seus departamentos chaves e, sobretudo, entre eles, extraindo o máximo da capacidade criativa inerente ao seu capital humano em rede.

Contudo, para inovar, as organizações modernas precisam desenvolver diversos vínculos externos, transcendendo o super-ego organizacional – do estilo “nós temos os melhores e não precisamos de mais ninguém” - e gerando colaborações com os mais diversos stakeholders. Exemplos disso são as organizações cujo core business é a inovação e que, para tanto, investem fortemente na criação de parcerias estratégicas envolvendo fornecedores, comunidade e  institutos de pesquisa.

O sociólogo americano Mark Granovetter denominou estes vínculos externos como “fracos”, por tratar-se de conexões menos próximas e freqüentes que as desenvolvidas internamente. Ele descobriu que na hora de cooperar e inovar são estes vínculos os mais efetivos para acessar novas informações e desenvolver novas idéias, uma tese que plasmou no seu famoso artigo “A fortaleza dos vínculos fracos” (Granovetter, 1973), considerado uns dos trabalhos mais influentes da sociologia moderna.

Assim, vemos que a inovação requer uma gestão estratégica e sistêmica das poderosas redes sociais dentro e fora da organização, onde a Análise de Redes Organizacionais (ONA) - junto com a Antropologia Organizacional - se posiciona como uma abordagem sólida de diagnóstico e desenvolvimento da inovação em organizações que procuram atingir esse estado de genialidade coletiva.

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Jun 17

Aproveitando a energia criativa da organização informal.

Posted Wednesday, June 17, 2009 on Análise de Redes Organizacionais, Branding Emergente

No ambiente corporativo as pessoas comportam-se como pessoas e não como máquinas programadas para desempenhar uma função específica. Por mais automatizados que sejam os processos, no relacionamento cotidiano vão se desenvolvendo vínculos baseados em confiança e reciprocidade por um lado, e antagonismos por outro.

De fato, quando alguém tem afinidade com um colega de trabalho se sente estimulado para cooperar e o reverso é verdadeiro, fazendo com que as relações informais influenciem direta ou indiretamente a produtividade obtida. Isto significa que o organograma formal não reflete verdadeiramente como o trabalho é realizado na prática.

A partir das interações do dia-a-dia – seja para trocar informações, pedir conselhos ou falar sobre novas idéias – se formam verdadeiras comunidades de conhecimento, redes de cooperação, aconselhamento e inovação, que correspondem ao Organograma Informal.

É através desta Organização Informal, ou seja, os padrões relacionais emergentes das interações entre as pessoas, que vão se formando organicamente tais grupos (clusters) e fluxos de informações, além das barreiras físicas, hierárquicas e departamentais determinadas pela estrutura formal.

Nesta vertente, uma aproximação entre a estrutura formal e informal é uma maneira inteligente de aproveitar o que há de mais importante em uma organização: a energia criativa de seus integrantes!

Tal energia é fruto de um ambiente motivador e que estimula o aprendizado e a manutenção de vínculos baseados em confiança, reciprocidade e cooperação - o que, em outras palavras, definimos como CAPITAL SOCIAL CORPORATIVO.

Conhecer as Redes de Comunicação Informais, por trás do organograma formal, é possível através da Análise de Redes Organizacionais* e representa um ponto de partida vital para tomada de decisão estratégica, seja para tornar a organização mais integrada e criativa, bem como para aprimorar os fluxos e canais de comunicação e a interconexão com stakeholders (públicos de contato com a marca), tornando a comunicação mais eficaz e os tempos e as respostas mais ágeis e precisos.

Em linhas gerais, o conhecimento das REDES DE COMUNICAÇÃO INFORMAIS traz o enfoque relacional para a gestão organizacional, a partir do qual é possível aprimorar seus vínculos e fluxos de informação, tanto dentro quanto fora da Organização. Isto torna a Organização mais cooperativa e integrada no meio interno, portanto flexível e adaptável ao meio externo, desenvolvendo assim seu CAPITAL SOCIAL CORPORATIVO, o que, em nossa proposta, é verdadeiramente quem sustenta uma MARCA FORTE.

* O enfoque relacional proporcionado pela Análise de Redes Organizacionais é ponto de partida do trabalho que integra de forma pioneira Gestão de Marcas e Desenvolvimento Organizacional realizado pela Tree Branding.

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May 5

Redes de Confiança e Capital Social - parte II


Conforme mencionamos no último post, no dia 30 de abril, estivemos novamente no programa de Gestão Empresarial com interatividade: “Q3. No Mundo da Excelência em Gestão”, conduzido por Waldemar Faria e Sandra Lanza, aprofundando o tema abordado na semana anterior “Redes de Confiança e Capital Social”

Agradecemos muitíssimo a oportunidade de apresentarmos parte da metodologia que trabalhamos na Tree Branding e que integra a Análise de Redes OrganizacionaisAntropologia Organizacional e Gestão Colaborativa do Conhecimento, como base para o fortalecimento das redes de comunicação internas e externas visando o desenvolvimento de Marcas Fortes e Organizações Saudáveis.

Durante os dois programas conversamos sobre o que é a Análise de Redes Organizacionais e a importância do conhecimento da Rede de Comunicação Informal nos processos de tomada de decisão estratégica e sua contribuição para a Cooperação, Inovação e Aprendizagem Organizacional

Ressaltamos a transferência do foco da gestão da comunicação empresarial por meios e canais, para a Gestão Relacional, baseada no conhecimento e desenvolvimento das redes de comunicação informais. Em outras palavras, é preciso desenvolver o Capital Social Corporativo: o estabelecimento de vínculos cooperativos baseados na confiança e reciprocidade, em um processo que parte de dentro da organização e abrange as principais interações com stakeholders, no qual a transparência e a autenticidade na comunicação são atributos mandatórios.

Confiram a seguir a segunda parte da entrevista “Redes de Confiança e Capital Social - Parte II”

 

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Apr 26

Tree Branding no programa interativo “Q3. No Mundo da Excelência em Gestão”


No dia 23/4, estivemos no programa pioneiro sobre Gestão Empresarial com interatividade da TV Brasileira: “Q3. No Mundo da Excelência em Gestão”, conduzido por Waldemar Faria e Sandra Lanza, falando sobre sobre “Redes de Confiança e Capital Social”

Além de serem ótimas pessoas e profissionais com muita experiência, eles comandam o primeiro programa no Brasil de gestão empresarial na INTERNET (http://alltv.ig.com.br) e sabem bem como explorar as tecnologias web 2.0 para desenvolver um relacionamento de longo alcance com os seus “Qualinautas”.

Desta maneira, durante o percurso da semana, fomos aquecendo a temática das redes organizacionais na comunidade que a Q3 têm no Orkut, quebrando o preconceito sobre a limitação que esta rede social virtual em particular teria a respeito dos segmentos de interesse.

Bom, só resta agradecer a oportunidade que tivemos em compartilhar as idéias e experiências no programa ao vivo e na web, podendo responder perguntas diversas em tempo real, enviadas via chat.

Parece que como a temática despertou interesse, fomos convidados para o próximo programa (30-04-09), às 11 horas, para continuar falando sobre Capital Social e Redes de Confiança. Esperamos que participem!!!

A seguir, email de divulgação e o videolog do programa do dia 23 de abril.

 

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Mar 18

Reestruturação e retenção de talentos: o aporte das redes organizacionais.

Posted Wednesday, March 18, 2009 on Análise de Redes Organizacionais

Não é de hoje que se fala sobre o fim da estabilidade e da fidelidade dentro de ambientes corporativos, cada vez mais competitivos e dinâmicos.  Em tempos de crise econômica, este cenário se apresenta ainda mais latente, diante da necessidade de reestruturação dos sistemas organizacionais, para modelos mais enxutos e racionais, e da falta de perspectivas e motivação profissional dos executivos.

Contudo, antes de iniciar um processo de reestruturação organizacional, por vezes, de departamentos inteiros, baseado em aspectos financeiros de redução de custos, uma organização deve atentar para a importância de se preservar o capital intelectual através do conhecimento e compreensão das suas redes informais de comunicação.

Atualmente, conseguir identificar e reter talentos é mais importante do que nunca e, muitas vezes, estes profissionais mesmo não ocupando posições hierárquicas de destaque no organograma formal, desempenham uma função central no organograma informal, o qual determina como o trabalho é realmente realizado no dia a dia.

Nesta vertente, a Análise de Redes Organizacionais ou ONA (da sigla em inglês Organizational Network Analysis) proporciona um diagnóstico sistêmico, que como um Raio-X, identifica o papel e a importância dos colaboradores neste organograma informal, produzindo os subsídios necessários para a tomada de decisões                                                                       estratégicas e coerentes em uma reestruturação organizacional.

Assim, o mapeamento das Redes Informais, desvendará as dimensões chaves da comunicação organizacional tais como as redes de: Cooperação (quem troca informação com quem), Confiança (quem pede conselhos a quem), Inovação (como é o fluxo de troca de novas idéias) e Motivação (quem são os colaboradores que estimulam e motivam).

A partir de um tratamento quantitativo e qualitativo se visualizam tais redes e se obtém indicadores que identificam os tipos e o nível de centralidade e periferia que os colaboradores desempenham, levando-se em conta o contexto cultural de cada organização.

Entre os perfis mais comuns, podemos elencar:

  • o Expert Broker - aquele colaborador que tem o conhecimento específico de seu grupo e que atua como intermediário, integrando seu grupo a outros grupos;
  • o Gargalo – aquele líder que concentra e controla o fluxo das informações, mantendo sua equipe em posições periféricas;
  • o Periférico Subutilizado – aquele colaborador que não está conseguindo se integrar ao grupo seja porque ainda está na etapa de socialização ou porque não obteve êxito em se adaptar à cultura organizacional.

Em suma, a Análise de Redes Organizacionais auxilia tanto na reestruturação organizacional, aportando o olhar sistêmico das redes sociais organizacionais, quanto na identificação dos talentos que são primordiais para manutenção da vitalidade organizacional.

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Mar 9

Desvendando a comunicação real nas organizações.

Posted Monday, March 9, 2009 on Análise de Redes Organizacionais

Em um mundo empresarial cada vez mais interconectado e exigente, aprender a gerenciar as redes sociais que subjazem ao organograma formal é fundamental para tornar as organizações mais cooperativas e inovadoras no meio interno, e competitivas e adaptáveis ao meio externo, adicionando valor a suas marcas.

Esta visão estratégica sobre a importância do conhecimento das redes sociais dentro do universo empresarial se torna ainda mais relevante em contextos de turbulências econômicas, como o atual.

Das redes sociais as redes organizacionais.

Por mais de um século, a metáfora de “rede social” vem sendo utilizada sob diversas conotações para caracterizar as complexas relações entre indivíduos de um determinado sistema social. Nos últimos seis anos, por exemplo, com a popularização das plataformas de relacionamento Web 2.0, tais como Facebook ou LinkedIn, o conceito passou a vincular-se fortemente a este tipo particular de rede social.

É importante destacar que por trás de algumas destas aplicações, existe uma sólida disciplina científica denominada Análise de Redes Sociais, que analisa visual e quantitativamente as estruturas e padrões emergentes das relações entre indivíduos. 

No campo dos estudos organizacionais, aproximadamente na última década, surge nos Estados Unidos uma sub-disciplina conhecida como Análise de Redes Organizacionais – do acrônimo em inglês ONA -, que vem sendo exitosamente utilizada pelas empresas do ranking Fortune 500, tais como: IBM, HP, Microsoft, 3M e Intel.

No âmbito empresarial brasileiro, no entanto, esta ferramenta ainda é pouco difundida, apesar da crescente sofisticação deste mercado. 

Desvendando a comunicação informal 

Se por um lado, as organizações se baseiam nas estruturas formais como instrumento de planificação e tomada de decisões, são as redes sociais de comunicação informal que “fazem o trabalho acontecer no dia a dia”, daí a importância em saber se ambas as estruturas (formal e informal) se complementam ou, pelo contrario, geram conflito entre si.

Através de questionários - web-based ou impressos – é possível mapear dimensões vinculadas ao valioso capital relacional ou Capital Social organizacional, entendido aqui como as redes de: fluxo de troca de informações, confiança e aconselhamento, inovação e aprimoramento de processos de trabalho, motivação e energia , compartilhamento de valores e do conhecimento do cliente.

Como complemento, para uma devida contextualização dos dados analisados, é recomendável a aplicação de ferramentas próprias da Antropologia Organizacional tais como: entrevistas em profundidade com os colaboradores que se destacam nas redes – e que muitas vezes não ocupam posições hierárquicas de destaque - e a observação da cultura organizacional, uma vez que a comunicação é o seu componente central.

Um processo típico de ONA é realizado num período de 15 a 20 dias, dependendo dos objetivos e do número de indivíduos a serem mapeados.

Finalmente, o diagnóstico das redes organizacionais representa um conhecimento essencial para o subseqüente desenvolvimento de ações estratégicas como:

  • a retenção de colaboradores chaves,
  • a integração comunicacional em processos de fusões e aquisições e grandes mudanças estruturais,
  • o aprimoramento da interconectividade entre departamentos e com os stakeholders,
  • a identificação de comunidades de prática para gerir o conhecimento existente e gerar novo conhecimento. 

De tais ações resulta o desenvolvimento de organizações mais saudáveis, eficientes e flexíveis. 

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Feb 17

A Web 2.0 e a importância das Redes Organizacionais

Posted Tuesday, February 17, 2009 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

O advento das ferramentas Web 2.0 – como os blogs, wikis, fóruns e redes sociais – reforça a transferência do foco da gestão da comunicação empresarial por canais e meios de comunicação para a Gestão Relacional, baseada no conceito de rede participativa e descentralizada.

Segundo pesquisa publicada, em 2008, pelo IBOPE, o Brasil apresenta uma das maiores taxas de utilização da web 2.0, sendo o líder no ranking mundial no que refere a comunidades online, espaços onde cada vez mais se compartilham experiências de consumo – dos mais de 40 milhões de usuários regulares da internet no Brasil, 64% participam de redes sociais e 13% criam ou atualizam blogs.

De olho neste novo mercado e fonte de conhecimento, as organizações começaram a monitorar a web 2.0 obtendo valiosos insights para pesquisa de mercado, enquanto que nos últimos dois anos, os blogs e wikis já começaram a compor as estratégias de comunicação corporativa.

No entanto, seja como termômetro da imagem percebida da marca como na criação de canais colaborativos de comunicação com os stakeholders (todos os públicos que interagem com a marca), as ferramentas Web 2.0 proporcionam novas oportunidades tanto de ganho quanto de perda de valor.

Se considerarmos que, em média, um cliente insatisfeito comenta sua experiência negativa com até cinco pessoas, em tempos de comunicação 2.0, para quantas pessoas é possível compartilhar uma experiência, seja ela negativa ou positiva?

Sob este poderoso efeito multiplicador, que caracteriza o stakeholder atual, além de uma nova dinâmica, é primordial o estabelecimento de vínculos cooperativos baseados em confiança e reciprocidade, no qual a transparência e a autenticidade na comunicação são atributos mandatórios.

Por mais que a troca de informações com os diversos stakeholders e o tom mais humano de blogs, fóruns e wikis corporativas tenham o potencial de gerar uma contribuição positiva na percepção de valor e diferenciação de uma marca, a essência deste processo deve partir de dentro para fora da organização, com o desenvolvimento de redes sociais internas coesas e orgânicas. Do contrário, as contradições são rapidamente percebidas criando o efeito inverso.

Por isso, é primordial perguntar primeiro pela saúde das redes internas de comunicação, para então avançar em novas frentes.  Em outras palavras é preciso desenvolver o Capital Social Corporativo, ou seja, conhecer e aprimorar as redes de confiança e reciprocidade, em um processo que parte de dentro da organização.

Com este intuito, propomos como primeiro passo para tornar as redes organizacionais mais coesas e interconectadas a Análise das Redes Organizacionais – do acrônimo em inglês ONA.

 

Através de ONA é possível visualizar as estruturas de relações entre indivíduos, grupos, departamentos, chegando até os stakeholders; desvendando as influentes redes da comunicação informal (subjacentes ao organograma formal).

A potencialidade desta metodologia, realizada por uma equipe de antropólogos organizacionais e especialistas em branding, mapeia dimensões estratégicas tais como: fluxo de troca de informações, confiança e aconselhamento, inovação e aprimoramento de processos de trabalho, motivação e energia, compartilhamento de valores e do conhecimento do cliente.

Fazer o “dever de casa”, antes de lançar-se no emaranhado da comunicação 2.0, significa compreender e desenvolver as redes sociais de trabalho internas, o que representa um passo fundamental no sentido de preparar as organizações para uma comunicação cada vez mais participativa e descentralizada. 

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Nov 29

Organizações e Marcas como Propriedades Emergentes

Posted Saturday, November 29, 2008 on Branding Emergente

  

 

As Organizações e as Marcas constituem bons exemplos de sistemas adaptativos complexos na sociedade moderna. Estes organismos socioculturais são desenvolvidos a partir das múltiplas interações entre os indivíduos que integram seu ambiente (colaboradores e stakeholders), gerando padrões de relacionamento e estruturas de elevado nível de abstração, denominadas como “Emergentes” pela teoria sistêmica e da complexidade.

Segundo tais teorias, a propriedade emergente de um sistema complexo não pode ser compreendida focando isoladamente no comportamento de cada indivíduo, mas sim nas múltiplas relações entre eles. Além disso, por sua natureza complexa, não é possível controlar, predizer ou gerenciar suas estruturas e padrões de comportamento.

No entanto, através do estudo Sistêmico das Redes de Interação que compõem as Organizações e suas Marcas, obtemos o conhecimento necessário para incentivar mudanças de percepção e comportamento, tanto na cultura organizacional quanto na imagem percebida da Marca.

As Organizações não são estruturas engessadas, nem tão pouco uniformes, já que nelas coexistem diversas sub-culturas e estilos de relacionamento (p.e. determinados pela área, hierarquia, localização, idade, gênero, tempo de casa, etc). Facilitar o processo de mudança nas organizações implica mudar os padrões de relacionamento estabelecidos entre os membros da organização e os diversos stakeholders.

 

A Cultura Organizacional nasce da visão do fundador e vai sendo desenvolvida nas sucessivas interações cotidianas, em geral, mais informais que formais. A Marca, por sua vez, está num nível de complexidade mais abstrato que a organização e pode ser definida como a imagem emergente entre os múltiplos relacionamentos e experiências de contato com seus atributos tangíveis e intangíveis, onde, uma vez mais, as Redes de Relação entre os diversos Touch points assumem um papel central.

Em síntese, a abordagem sistêmica de Tree Branding baseia-se nas relações, das quais emergem tanto as Organizações quanto suas Marcas, analisando dois tipos de redes: 

 

  • Redes Sociais de Relacionamento: quem se comunica com quem; quais são os atores centrais e periféricos, quais os gargalos, difusores e Brokers, quais os clusters informais de comunicação, etc.: 

 

 

 

  • Redes Perceptuais ou Mapas Cognitivos: o que é comunicado; qual seu peso, canal, freqüência e vínculos estabelecidos entre mensagens e conceitos chaves emergentes:

 

 

 

 

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