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Dec 7

Desvendando o CAPITAL SOCIAL CORPORATIVO: a análise de redes organizacionais

Posted Monday, December 7, 2009 on Análise de Redes Organizacionais

Com vocês o final da entrevista sobre CAPITAL SOCIAL CORPORATIVO concedida à RH Mais, veículo de comunicação da LG Sistemas.

LG: Um das especialidades de sua consultoria (Tree Branding Consulting) é a Análise de Redes Organizacionais. Em que consiste essa metodologia? Quais são seus principais objetivos?


Ignacio: A Análise de Redes Organizacionais (do acrônimo em inglês ONA) torna possível tudo o que tenho falado até agora sobre Capital Social, já que o principal desafio deste capital intangível é seu mensuramento. Tudo o que pode ser mensurado pode ser gerenciado e aprimorado.

Aqui entra ONA, como carro-chefe da Tree Branding, consultoria pioneira na América Latina na aplicação da Análise de Redes Organizacionais.

Como se fosse um Raio-X, ONA ajuda a desvendar quem é quem nas redes estratégicas de cooperação, confiança, inovação e até motivação organizacional, identificando indivíduos centrais e periféricos na troca de informação e extraindo indicadores de avaliação de desempenho, junto com os caminhos para aprimorar o Capital Social.

LG: Como o senhor visualiza as redes humanas de trabalho do futuro? Qual o papel do RH nesse meio?

Ignacio: Costumo dizer que o futuro já chegou. Ou seja, a economia do conhecimento e o mundo interconectado são uma realidade à qual as empresas vão se adaptando enquanto evoluem.

ONA já forma parte da estratégia das principais empresas da Fortune 500. Acreditamos que o RH brasileiro tem uma grande oportunidade na frente e começará a se interessar nos benefícios concretos que a Análise de Redes Organizacionais tem para a criação de Capital Social Corporativo.

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Nov 9

Capital Social Corporativo

Posted Monday, November 9, 2009 on Análise de Redes Organizacionais

Vamos postar em etapas a entrevista concedida à RH Mais, veículo de comunicação da LG Sistemas, sobre o Capital Social Corporativo que pode ser acessada na íntegra: http://migre.me/b3Ox

Em um mundo marcado pela conectividade e o conhecimento em rede, nasce o conceito de Capital Social Corporativo, que abre novas perspectivas para a gestão de pessoas. Em entrevista ao RH Mais, Ignacio García, antropólogo sócio-cultural especialista em análise de redes sociais, nos ajuda a entender um pouco mais sobre esse novo conceito e sua importância para as organizações.

LG: O consultor Stephen Kanitz conceitua o capital social como sendo o capital que os acionistas oferecem à sociedade para garantir que empregados e fornecedores recebam no fim do mês. Ou seja, é um compromisso que a empresa assume com a sociedade. Sob o ponto de vista dos recursos humanos, o senhor defende outro tipo de conceituação para capital social. Qual a diferença entre esses dois conceitos e por que é tão importante que as organizações também passem a medir esse (outro) tipo de capital social?

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Ignacio: Do ponto de vista estritamente financeiro ou contábil, o Capital Social refere-se à soma do valor nominal de todas as ações emitidas.

Do ponto de vista das ciências sociais, o Capital Social refere-se ao valor que é criado através das redes de relacionamentos entre os indivíduos e instituições.

Essa ultima acepção trata o Capital Social como sinônimo de redes de confiança, normas de reciprocidade e cooperação que se estabelecem em cada interação social em distintos tipos de organizações sociais. Portanto, o conceito estritamente financeiro aborda questões diferentes e independentes do conceito sociológico, não se conflitando a meu parecer.

O enfoque relacional do Capital Social ganha particular importância num novo contexto marcado pela interconectividade e conhecimento em rede, no qual o antigo paradigma mecanicista e racional já não consegue suportar as crescentes mudanças, complexidades e incertezas que permeiam as organizações atuais.

Esse poderoso conceito transcende uma área única de conhecimento e se aplica a vários âmbitos da vida democrática, identificando-se profundas raízes teóricas em filósofos clássicos como Aristóteles, sociólogos contemporâneos como Pierre Bourdieu e Mark Granovetter, politólogos renomados como Robert Putnam e economistas influentes como Francis Fukuyama. O sucesso das organizações sociais parece descansar hoje, mais do que nunca, na compreensão e no desenvolvimento do Capital Social.

Recentemente, o conceito começou a ser introduzido nas organizações empresariais, já que foi demonstrado através de pesquisas científicas - como as dos “Buracos Estruturais” de Ronald Burt – que a criação deste capital intangível, beneficia tanto o indivíduo quanto a organização.

Ao nível do individuo, construir redes de Capital Social possibilita:

  • Obter promoções mais velozmente;
  • Ser avaliado de maneira mais satisfatória;
  • Aprender mais sobre o ambiente organizacional e o mercado no qual atua;
  • Melhorar a eficácia e a eficiência das equipes que integra e dirige;
  • Contribuir mais com o bem comum organizacional.

Já a nível organizacional, a construção do que denominamos Capital Social Corporativo possibilita:

  • Aumentar a Reputação Organizacional;
  • Melhorar a Aprendizagem Organizacional;
  • Desenvolver a Cooperação e a capacidade de Inovação;
  • Aumentar a Competitividade;
  • Adaptar-se melhor e mais rapidamente ao meio interno e externo.

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Mar 9

Desvendando a comunicação real nas organizações.

Posted Monday, March 9, 2009 on Análise de Redes Organizacionais

Em um mundo empresarial cada vez mais interconectado e exigente, aprender a gerenciar as redes sociais que subjazem ao organograma formal é fundamental para tornar as organizações mais cooperativas e inovadoras no meio interno, e competitivas e adaptáveis ao meio externo, adicionando valor a suas marcas.

Esta visão estratégica sobre a importância do conhecimento das redes sociais dentro do universo empresarial se torna ainda mais relevante em contextos de turbulências econômicas, como o atual.

Das redes sociais as redes organizacionais.

Por mais de um século, a metáfora de “rede social” vem sendo utilizada sob diversas conotações para caracterizar as complexas relações entre indivíduos de um determinado sistema social. Nos últimos seis anos, por exemplo, com a popularização das plataformas de relacionamento Web 2.0, tais como Facebook ou LinkedIn, o conceito passou a vincular-se fortemente a este tipo particular de rede social.

É importante destacar que por trás de algumas destas aplicações, existe uma sólida disciplina científica denominada Análise de Redes Sociais, que analisa visual e quantitativamente as estruturas e padrões emergentes das relações entre indivíduos. 

No campo dos estudos organizacionais, aproximadamente na última década, surge nos Estados Unidos uma sub-disciplina conhecida como Análise de Redes Organizacionais – do acrônimo em inglês ONA -, que vem sendo exitosamente utilizada pelas empresas do ranking Fortune 500, tais como: IBM, HP, Microsoft, 3M e Intel.

No âmbito empresarial brasileiro, no entanto, esta ferramenta ainda é pouco difundida, apesar da crescente sofisticação deste mercado. 

Desvendando a comunicação informal 

Se por um lado, as organizações se baseiam nas estruturas formais como instrumento de planificação e tomada de decisões, são as redes sociais de comunicação informal que “fazem o trabalho acontecer no dia a dia”, daí a importância em saber se ambas as estruturas (formal e informal) se complementam ou, pelo contrario, geram conflito entre si.

Através de questionários - web-based ou impressos – é possível mapear dimensões vinculadas ao valioso capital relacional ou Capital Social organizacional, entendido aqui como as redes de: fluxo de troca de informações, confiança e aconselhamento, inovação e aprimoramento de processos de trabalho, motivação e energia , compartilhamento de valores e do conhecimento do cliente.

Como complemento, para uma devida contextualização dos dados analisados, é recomendável a aplicação de ferramentas próprias da Antropologia Organizacional tais como: entrevistas em profundidade com os colaboradores que se destacam nas redes – e que muitas vezes não ocupam posições hierárquicas de destaque - e a observação da cultura organizacional, uma vez que a comunicação é o seu componente central.

Um processo típico de ONA é realizado num período de 15 a 20 dias, dependendo dos objetivos e do número de indivíduos a serem mapeados.

Finalmente, o diagnóstico das redes organizacionais representa um conhecimento essencial para o subseqüente desenvolvimento de ações estratégicas como:

  • a retenção de colaboradores chaves,
  • a integração comunicacional em processos de fusões e aquisições e grandes mudanças estruturais,
  • o aprimoramento da interconectividade entre departamentos e com os stakeholders,
  • a identificação de comunidades de prática para gerir o conhecimento existente e gerar novo conhecimento. 

De tais ações resulta o desenvolvimento de organizações mais saudáveis, eficientes e flexíveis. 

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Feb 17

A Web 2.0 e a importância das Redes Organizacionais

Posted Tuesday, February 17, 2009 on Análise de Redes Organizacionais, Uncategorized

O advento das ferramentas Web 2.0 – como os blogs, wikis, fóruns e redes sociais – reforça a transferência do foco da gestão da comunicação empresarial por canais e meios de comunicação para a Gestão Relacional, baseada no conceito de rede participativa e descentralizada.

Segundo pesquisa publicada, em 2008, pelo IBOPE, o Brasil apresenta uma das maiores taxas de utilização da web 2.0, sendo o líder no ranking mundial no que refere a comunidades online, espaços onde cada vez mais se compartilham experiências de consumo – dos mais de 40 milhões de usuários regulares da internet no Brasil, 64% participam de redes sociais e 13% criam ou atualizam blogs.

De olho neste novo mercado e fonte de conhecimento, as organizações começaram a monitorar a web 2.0 obtendo valiosos insights para pesquisa de mercado, enquanto que nos últimos dois anos, os blogs e wikis já começaram a compor as estratégias de comunicação corporativa.

No entanto, seja como termômetro da imagem percebida da marca como na criação de canais colaborativos de comunicação com os stakeholders (todos os públicos que interagem com a marca), as ferramentas Web 2.0 proporcionam novas oportunidades tanto de ganho quanto de perda de valor.

Se considerarmos que, em média, um cliente insatisfeito comenta sua experiência negativa com até cinco pessoas, em tempos de comunicação 2.0, para quantas pessoas é possível compartilhar uma experiência, seja ela negativa ou positiva?

Sob este poderoso efeito multiplicador, que caracteriza o stakeholder atual, além de uma nova dinâmica, é primordial o estabelecimento de vínculos cooperativos baseados em confiança e reciprocidade, no qual a transparência e a autenticidade na comunicação são atributos mandatórios.

Por mais que a troca de informações com os diversos stakeholders e o tom mais humano de blogs, fóruns e wikis corporativas tenham o potencial de gerar uma contribuição positiva na percepção de valor e diferenciação de uma marca, a essência deste processo deve partir de dentro para fora da organização, com o desenvolvimento de redes sociais internas coesas e orgânicas. Do contrário, as contradições são rapidamente percebidas criando o efeito inverso.

Por isso, é primordial perguntar primeiro pela saúde das redes internas de comunicação, para então avançar em novas frentes.  Em outras palavras é preciso desenvolver o Capital Social Corporativo, ou seja, conhecer e aprimorar as redes de confiança e reciprocidade, em um processo que parte de dentro da organização.

Com este intuito, propomos como primeiro passo para tornar as redes organizacionais mais coesas e interconectadas a Análise das Redes Organizacionais – do acrônimo em inglês ONA.

 

Através de ONA é possível visualizar as estruturas de relações entre indivíduos, grupos, departamentos, chegando até os stakeholders; desvendando as influentes redes da comunicação informal (subjacentes ao organograma formal).

A potencialidade desta metodologia, realizada por uma equipe de antropólogos organizacionais e especialistas em branding, mapeia dimensões estratégicas tais como: fluxo de troca de informações, confiança e aconselhamento, inovação e aprimoramento de processos de trabalho, motivação e energia, compartilhamento de valores e do conhecimento do cliente.

Fazer o “dever de casa”, antes de lançar-se no emaranhado da comunicação 2.0, significa compreender e desenvolver as redes sociais de trabalho internas, o que representa um passo fundamental no sentido de preparar as organizações para uma comunicação cada vez mais participativa e descentralizada. 

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