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Nov 29

Difusão de mensagens estratégicas nas redes sociais online: como circulou a #HSMEXPO11?

Posted Tuesday, November 29, 2011 on Uncategorized

Veja a seguir o segundo post de Ignacio García como Blogueiro da HSM

As redes sociais online (como Twitter, FacebookLinkedIn) apresentam enormes oportunidades e desafios para compreender como nos interconectamos na sociedade em rede e como difundimos informações por meio delas. Isto tem particular importância na hora de aumentar as possibilidades de sucesso de difusão de marcas de produtos, eventos ou movimentos sociais, entre tantos outros exemplos.

Segundo o evolucionista Richard Dawkins, as informações culturais, como as citadas acima, possuem capacidade de replicação similar à observada na evolução genética. Ele batizou estas unidades de informação cultural como “memes”.

Os memes circulam nas redes sociais (onlineoff-line) com maior ou menor sucesso de replicação. O que a era digital aporta nessa capacidade de difusão cultural inerente à nossa espécie é a hiperconexão, onde as informações viajam em maior volume, velocidade e interconectividade, tornando o mundo menor.

Desde o estado de espírito otimista de um usuário, até uma denúncia de violação dos direitos humanos, passando por um atendimento ruim no 0800, os aproximadamente 250 milhões de usuários do Twitter postaram, no mês de junho de 2011, uma média de 200 milhões de mensagens por dia, sendo o português a segunda língua mais utilizada. Estes dados expressivos reforçam a importância de compreender as redes de difusão de informações.

MAPEANDO A REDE DE PROPAGAÇÃO DE UM MEME: O CASO DA #HSMEXPO11

As hashtags são termos associados a uma informação que começam com o símbolo “#” e facilitam a identificação e difusão de mensagens na rede de microblogging Twitter.

Elas se difundem quando um usuário menciona a hashtag na sua mensagem (tweet) ou quando o republica (retweet), atingindo a sua rede de seguidores que, por sua vez, podem mencioná-lo/retuitá-lo na suas redes de seguidores e assim sucessivamente. Em poucos minutos, um conceito chave pode capilarizar-se surpreendentemente, tornando-se viral.

Existem diversos aplicativos que auxiliam na análise da difusão de mensagens no Twitter, mas eles não nos ajudam a entender as relações que se estabelecem na troca de informações: asredes, propriamente ditas.

Todavia, uma análise da interconectividade entre os tweets possibilita entender “quem é quem” nas redes de propagação e quais são os padrões que determinam o sucesso ou fracasso da mesma.

A metodologia que possibilita este tipo de análise relacional (que inclui tecnologias de análise e visualização, mas não se limita a elas) é conhecida como Análise de Redes Sociais, parte fundamental da Nova Ciência das Redes.

De todas as redes sociais que mapeamos sistematicamente nos ambientes online offline, algumas se apresentam mais complexas do que outras, mas todas nos indicam padrões de conectividade característicos que ajudam a adquirir conhecimento estratégico.

Na imagem a seguir, visualizamos um breve, mas rico, exemplo de mapeamento das redes de difusão da hashtag #HSMEXPO11, referente ao evento da HSM EXPOMANAGMENT 2011.

Deixo como desafio esta imagem para sua análise. Observem os padrões de conectividade que se estabelecem e o que isso nos indica, pois entendendo-os entenderemos a difusão de inovações no século XXI.

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Mar 2

Artigo da Tree Branding entre os mais lidos da HSM 2010

Posted Wednesday, March 2, 2011 on Análise de Redes Organizacionais

Confira no link: http://www.hsm.com.br/editorias/um-olhar-antropologico-das-redes-sociais

Um olhar antropológico das redes sociais

O ano de 2009 nos deixou uma contundente certeza: queiramos ou não, estamos em rede como nunca antes na nossa evolução cultural (por evolução entenda-se aqui o “processo de mudança” e não necessariamente o “progresso” no sentido linear).

Tudo indica que tal processo irá se intensificar nos próximos anos, continuando a dar forma ao que o filósofo Manuel Castells definiu como a “Sociedade em Rede”. E nesta nova era do conhecimento e da sociedade em rede, o Brasil conta com traços culturais de sociabilidade que se manifestam na rápida adoção das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), o que o coloca numa situação privilegiada de competitividade global.

Todavia, junto com esta certeza, vem várias outras incertezas que geram, especialmente no meio empresarial, uma grande ansiedade sobre como se adaptar às mudanças de características vertiginosas, orgânicas (não mecânicas) e auto-organizadas (não impostas pela hierarquia).
É por isso que 2009 foi o ano no qual as organizações brasileiras se voltaram massivamente às chamadas “mídias sociais”, compreendendo que, querendo ou não, já estão na sociedade em rede.

Junto com o empoderamento de um consumidor cada vez mais conectado, antenado e criador de conteúdo e, com as novas características dos cidadãos da denominada geração Y, os limites classificatórios se tornam cada vez mais difusos, nos levando a compreensão de que tudo está interligado.

Dissipação de limites entre a organização empresarial e seus stakeholders (aonde começa e termina cada uma?) e entre o mundo on-line e off-line como espaço de experiência e relacionamento, são exemplos que impactarão cada vez mais a maneira de como se pensa e se pratica a comunicação empresarial.

Nesta vertente, as organizações que se comportarem de maneira “retardatária” na compreensão e adoção de novas tecnologias e conceitos de comunicação empresarial, poderão sofrer as conseqüências de quem entra tarde no jogo, podendo se auto-excluir do emaranhado entrançado sócio-cultural contemporâneo.

Com as certezas e incertezas herdadas do ano que passou, nossa proposta para o ano que começa é contribuir na compreensão e ação da comunicação empresarial no seu sentido mais amplo, a partir de uma ótica antropológica das redes sociais que lhe dão vida. Comecemos, então, pela pré-história das redes sociais.

A pré-história das redes sociais

Junto com a crescente popularidade do conceito de “redes sociais” (vinculado ao mundo virtual ou online), cresce a esperança de uma sociedade mais integrada e horizontal, muitas vezes descrita por metáforas organicistas e provenientes da teoria da complexidade. No entanto, é preciso compreender que o conceito de rede não implica necessariamente algo positivo per se, já que a rede é um meio e não um fim em si mesma, e a valorização da rede é algo relativo aos atores que a compõem.

O conceito de rede social tampouco é algo novo (mas sim ganha novas características na sua versão virtual ou on-line), já que, como mostraremos a seguir, a interligação entre indivíduos é inerente ao gênero humano. Durante mais de 99% do tempo transcorrido desde a aparição dos primeiros indivíduos do gênero Homo – há aproximadamente dois milhões de anos AC -, nossos antepassados já se organizavam socialmente em pequenas comunidades do tipo caçadoras- recolectoras, nômades, com pouca divisão do trabalho e primando a interação cara-a-cara e a tomada de decisão coletiva e guiada pelo consenso.

Ou seja, mais de 99% da nossa existência na Terra vivemos em pequenas redes sociais de topografia (forma) horizontais e clusterizadas em pequenos grupos pouco conectados entre si.
No tempo restante (menos de 1%), importantes mudanças aconteceram - o que não significa que o período anterior fosse estático. De maneira muito resumida, podemos dizer que tais mudanças, particularmente tecnológicas, afetaram o tamanho e hábitos das comunidades e, subsequentemente, ampliaram os limites do mundo, o que levou a uma posterior sub-limitação geopolítica em Estados-Nação.

Nos últimos vinte anos (irrisórios 0,001%) a aparição da Web 1.0 e posteriormente da Web 2.0 possibilitou, como nunca antes, a interação entre indivíduos diversos e fisicamente distantes, tornando o mundo significativamente mais enxuto (ao menos em termos comunicacionais e em referência aqueles incluídos digitalmente). Este fascinante processo reaviva o conceito de “comunidade” inerente ao nosso gênero. Comunidades formais e, sobretudo, informais que se constituem a partir de atributos em comum, mas desta vez também existem na forma virtual ou on-line, dialogando em tempo real no seu interior e entre elas.

Acreditamos que uma nova história de relacionamentos mais horizontais e auto-organizados está começando e pode beneficiar-se à luz da compreensão da natureza humana, caracterizada, entre outros aspectos, pela necessidade da comunicação informal além das estruturas formais (como é o caso das empresas).

Em suma, este é o momento propício para olhar a comunicação empresarial como uma grande e complexa rede de indivíduos que interagem além dos limites das estruturas formais e físicas e dos canais tradicionais de comunicação. Desvendar e gerenciar as comunidades de afinidade que se criam e existem dentro e fora das organizações deve ser uma prioridade estratégica da gestão em geral e da comunicação empresarial em particular.

Ignacio García (Antropólogo Organizacional, especialista em Análise de Redes Organizacionais e CEO da Tree Branding Consulting). www.treebranding.com / Ignacio@treebranidng.com

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