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Mar 9

Desvendando a comunicação real nas organizações.

Posted Monday, March 9, 2009 on Análise de Redes Organizacionais

Em um mundo empresarial cada vez mais interconectado e exigente, aprender a gerenciar as redes sociais que subjazem ao organograma formal é fundamental para tornar as organizações mais cooperativas e inovadoras no meio interno, e competitivas e adaptáveis ao meio externo, adicionando valor a suas marcas.

Esta visão estratégica sobre a importância do conhecimento das redes sociais dentro do universo empresarial se torna ainda mais relevante em contextos de turbulências econômicas, como o atual.

Das redes sociais as redes organizacionais.

Por mais de um século, a metáfora de “rede social” vem sendo utilizada sob diversas conotações para caracterizar as complexas relações entre indivíduos de um determinado sistema social. Nos últimos seis anos, por exemplo, com a popularização das plataformas de relacionamento Web 2.0, tais como Facebook ou LinkedIn, o conceito passou a vincular-se fortemente a este tipo particular de rede social.

É importante destacar que por trás de algumas destas aplicações, existe uma sólida disciplina científica denominada Análise de Redes Sociais, que analisa visual e quantitativamente as estruturas e padrões emergentes das relações entre indivíduos. 

No campo dos estudos organizacionais, aproximadamente na última década, surge nos Estados Unidos uma sub-disciplina conhecida como Análise de Redes Organizacionais – do acrônimo em inglês ONA -, que vem sendo exitosamente utilizada pelas empresas do ranking Fortune 500, tais como: IBM, HP, Microsoft, 3M e Intel.

No âmbito empresarial brasileiro, no entanto, esta ferramenta ainda é pouco difundida, apesar da crescente sofisticação deste mercado. 

Desvendando a comunicação informal 

Se por um lado, as organizações se baseiam nas estruturas formais como instrumento de planificação e tomada de decisões, são as redes sociais de comunicação informal que “fazem o trabalho acontecer no dia a dia”, daí a importância em saber se ambas as estruturas (formal e informal) se complementam ou, pelo contrario, geram conflito entre si.

Através de questionários - web-based ou impressos – é possível mapear dimensões vinculadas ao valioso capital relacional ou Capital Social organizacional, entendido aqui como as redes de: fluxo de troca de informações, confiança e aconselhamento, inovação e aprimoramento de processos de trabalho, motivação e energia , compartilhamento de valores e do conhecimento do cliente.

Como complemento, para uma devida contextualização dos dados analisados, é recomendável a aplicação de ferramentas próprias da Antropologia Organizacional tais como: entrevistas em profundidade com os colaboradores que se destacam nas redes – e que muitas vezes não ocupam posições hierárquicas de destaque - e a observação da cultura organizacional, uma vez que a comunicação é o seu componente central.

Um processo típico de ONA é realizado num período de 15 a 20 dias, dependendo dos objetivos e do número de indivíduos a serem mapeados.

Finalmente, o diagnóstico das redes organizacionais representa um conhecimento essencial para o subseqüente desenvolvimento de ações estratégicas como:

  • a retenção de colaboradores chaves,
  • a integração comunicacional em processos de fusões e aquisições e grandes mudanças estruturais,
  • o aprimoramento da interconectividade entre departamentos e com os stakeholders,
  • a identificação de comunidades de prática para gerir o conhecimento existente e gerar novo conhecimento. 

De tais ações resulta o desenvolvimento de organizações mais saudáveis, eficientes e flexíveis. 

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Nov 29

Organizações e Marcas como Propriedades Emergentes

Posted Saturday, November 29, 2008 on Branding Emergente

  

 

As Organizações e as Marcas constituem bons exemplos de sistemas adaptativos complexos na sociedade moderna. Estes organismos socioculturais são desenvolvidos a partir das múltiplas interações entre os indivíduos que integram seu ambiente (colaboradores e stakeholders), gerando padrões de relacionamento e estruturas de elevado nível de abstração, denominadas como “Emergentes” pela teoria sistêmica e da complexidade.

Segundo tais teorias, a propriedade emergente de um sistema complexo não pode ser compreendida focando isoladamente no comportamento de cada indivíduo, mas sim nas múltiplas relações entre eles. Além disso, por sua natureza complexa, não é possível controlar, predizer ou gerenciar suas estruturas e padrões de comportamento.

No entanto, através do estudo Sistêmico das Redes de Interação que compõem as Organizações e suas Marcas, obtemos o conhecimento necessário para incentivar mudanças de percepção e comportamento, tanto na cultura organizacional quanto na imagem percebida da Marca.

As Organizações não são estruturas engessadas, nem tão pouco uniformes, já que nelas coexistem diversas sub-culturas e estilos de relacionamento (p.e. determinados pela área, hierarquia, localização, idade, gênero, tempo de casa, etc). Facilitar o processo de mudança nas organizações implica mudar os padrões de relacionamento estabelecidos entre os membros da organização e os diversos stakeholders.

 

A Cultura Organizacional nasce da visão do fundador e vai sendo desenvolvida nas sucessivas interações cotidianas, em geral, mais informais que formais. A Marca, por sua vez, está num nível de complexidade mais abstrato que a organização e pode ser definida como a imagem emergente entre os múltiplos relacionamentos e experiências de contato com seus atributos tangíveis e intangíveis, onde, uma vez mais, as Redes de Relação entre os diversos Touch points assumem um papel central.

Em síntese, a abordagem sistêmica de Tree Branding baseia-se nas relações, das quais emergem tanto as Organizações quanto suas Marcas, analisando dois tipos de redes: 

 

  • Redes Sociais de Relacionamento: quem se comunica com quem; quais são os atores centrais e periféricos, quais os gargalos, difusores e Brokers, quais os clusters informais de comunicação, etc.: 

 

 

 

  • Redes Perceptuais ou Mapas Cognitivos: o que é comunicado; qual seu peso, canal, freqüência e vínculos estabelecidos entre mensagens e conceitos chaves emergentes:

 

 

 

 

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