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May 17

Mapas e Redes de informação refletem a cultura de uma organização

Posted Friday, May 17, 2013 on Análise de Redes Organizacionais

Entrevista da Tree, com Ignacio García, para a Fundação Nacional da Qualidade publicada em 17/05/2013 no portal da FNQ. Veja na íntegra

“Toda e qualquer organização pode ser considerada uma grande rede. No entanto, conectar todas as partes envolvidas e identificar quais são os fluxos de comunicação que interferem no negócio da organização e a mobiliza positivamente, gerando cooperação e inovação são desafios constantes. Entrevistamos o especialista Ignacio García, da Tree Branding, consultoria especialista em Inteligência de Redes: o especialista nos explica sua tese de Mapeamento e Gestão de Redes de Inovação e sua importância para as organizações que buscam a cooperação, energia e inovação.

Como você explica as redes informais dentro de uma organização?

As redes informais são o pulso de uma organização. No Brasil existe um termo que se aproxima e que é a “radio peão”. Mas não se trata unicamente de uma rede de boatos, e sim dos fluxos de conhecimentos, aconselhamentos, energia colaborativa, novas ideias, entre outras dimensões relacionais.

Por meio delas, se determina como o trabalho é realizado no dia a dia e, quando não criam sinergia com o organograma formal, podem se tornar espaços de contra-poder, nos quais os lideres informais acabam controlando o fluxo da informação estratégica e criando gargalos que prejudicam a organização como um todo.

•    Podemos considerar que toda a organização é uma rede. Como essa rede informal pode alavancar ou prejudicar o negócio de uma organização?

Uma organização pode ser visualizada como uma grande rede que nem sempre vai interconectar todas as suas partes. É comum, por exemplo, observar departamentos que não se comunicam, mas deveriam. O raio-x das redes informais os coloca como sub-redes isoladas do restante da organização, identificando uma fraqueza deste organismo.

Costumamos dizer que cada organização tem uma “topografia” de rede particular e que, em certo modo, representa a sua cultura organizacional em um determinado momento. A topografia ideal para cada organização vai depender de distintos fatores, tais como: segmento, tamanho, posicionamento da marca, planejamento estratégico, entre outros. Uma leitura integrada de todos estes elementos possibilita o design e estímulo às redes de trabalho de forma mais eficiente.

Em termos gerais, redes com uma pobre interconectividade dentro e entre departamentos é reflexo de uma cultura organizacional pouco cooperativa, energizada e inovadora, o que impacta negativamente em todos os aspectos de performance e clima organizacional.

•    Qual a relação entre cultura da empresa e redes informais?

Como mencionei mais acima, para nós a forma (“topografia”) que adotam as redes informais é um reflexo relacional da cultura organizacional neste momento. Isto fica claro quando as redes organizacionais são mapeadas antes e depois de acontecer uma fusão, aquisição ou reestruturação. Nestes casos observamos como as redes informais tendem a manter os padrões de relacionamentos prévios à mudança, tendo grandes dificuldades de adaptar-se a uma nova estrutura formal unificada, muito eficiente no papel, mas não na prática.

•    De acordo com o exemplo dado durante a sua palestra do grafite x diamante, como a identificação desses elementos-chave pode influenciar uma organização?

Utilizo essa analogia porque a inovação pode acontecer recombinando a interconexão dos mesmos elementos de uma maneira estratégica, tal como acontece com a alquimia da estrutura do grafite (que é bidimensional) para a estrutura do diamante (que é tridimensional).

Pequenas mudanças podem resultar em rompimento para o sistema em questão. O primeiro passo é entender como são as relações entre os elementos conhecidos da rede (pessoas, no nosso caso) para desenhar uma nova estrutura que recombine inteligentemente tais elementos.

Muitas vezes, a simples identificação de indivíduos com capacidade de interconectar silos (os chamamos de “criadores de pontes”) já é um grande passo para um posterior incentivo estratégico da rede organizacional.

•    Quais são as figuras-chave de uma organização e o poder delas dentro de uma empresa?

Os “Criadores de Pontes” são chaves para potenciar a inovação e a qualidade das relações, porque tornam a organização mais coesa e, portanto, mais eficiente e inovadora.

Todavia, nem todos podem ser “Criadores de Pontes”, nem também isto é prioritário em todos os momentos. No caso de um processo de inovação, depois de uma primeira etapa de exploração (exploration) de novas ideias por meio de vínculos fracos e no qual os “Criadores de Pontes” são fundamentais, numa segunda etapa de concretização (exploitation) ou prototipagem, são os vínculos fortes e os “Hubs locais” os mais importantes.

Não existe uma fórmula exata nem uma figura ideal, pois tudo depende da relação de distintos fatores a serem considerados na hora de diagnosticar uma rede-cultura organizacional e propor caminhos para o seu desenvolvimento. O importante é fazer isto por meio de modelos descritivos, explicativos e até preditivos das redes complexas que se estabelecem tanto na natureza quanto nas organizações humanas. O nosso desafio é tornar estes modelos eficientes ferramentas de gestão do trabalho em rede, pois na Era da Interconectividade esta é a chave para o sucesso das organizações.

Fonte: Fundação Nacional da Qualidade

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May 15

A importância das redes informais para estimular a Cooperação, Energia e Inovação organizacional nas organizações

Posted Wednesday, May 15, 2013 on Análise de Redes Organizacionais

Olá pessoal!

No dia 16 de maio, às 10h, na sede Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), em São Paulo, Ignacio García, sócio-diretor da Tree Branding e Tree Intelligence, vai realizar a palestra virtual “Mapeamento e Gestão das Redes de Inovação”, que abordará a coexistência das redes informais nas organizações paralelamente ao organograma formal, além da importância dessas redes para o negócio da empresa e ainda para a criação de uma cultura de inovação.

Confiram!

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Feb 17

Pirâmide do Trabalho em Rede: entrevista na Harvard Business Review

Posted Friday, February 17, 2012 on Análise de Redes Organizacionais

Assista a entrevista com Ignacio Garcia, sócio da Tree Branding na TV da Harvard Business Review Brasil, na qual comenta sobre o MODELO DA PIRAMIDE DO TRABALHO EM REDE®.

A seguir postamos uma parte do artigo que foi ao ar na HBRB, Edição Janeiro 2012.

“Com o intuito de sistematizar e dar um suporte formal aos mapeamentos de redes organizacionais, Ignacio García e a sua equipe desenvolveram o Modelo da Pirâmide do Trabalho em Rede® - ferramenta de diagnóstico e gestão do trabalho em rede, adaptável a organizações de distintos segmentos e estágios de crescimento.

A figura da pirâmide sintetiza as três dimensões chaves de mapeamento que propõe o modelo: Cooperação, Energia e Inovação.

Cooperação: ingrediente fundamental de todo trabalho em rede, a cooperação é a base da pirâmide e a primeira dimensão relacional a ser mapeada. Dentro dela, existem sub-dimensões de redes de: Comunicação, Conhecimentos, Projetos e Canais.

Todavia, a cooperação (entendida aqui como a troca de informações relativas ao trabalho) pode ser “forçada” pelas estruturas formais, que determinam quem deve cooperar com quem, o que limita a capacidade adaptativa e obstaculiza o fluxo de recursos (tangíveis e intangíveis) que possibilitariam a emergência de inovações.

Energia: Esta dimensão psicológica é um valioso indicador das condições onde a cooperação criativa acontece ou pode vir a acontecer. É comum observar que os colaboradores constroem vínculos de preferência com aqueles com quem se sentem “energizados” (leia-se motivados) para estabelecer uma colaboração não forçada pela hierarquia formal. Segundo nosso modelo, este é um ponto chave para estimular a inovação.

Inovação: A dimensão das redes de Inovação está localizada no topo da pirâmide, pois a definimos como uma propriedade emergente das redes de cooperação energizadas.

Mais especificamente, a dimensão das redes de inovação envolve um processo complexo de sucessivas inter-relações com distintos atores. Pois passado o primeiro período de geração de novas idéias (invenção), o processo de desenvolvimento do produto, serviço ou processo e sua difusão no ecossistema do negócio, passará por uma serie de redes estrategicamente pensadas para o seu sucesso. Todavia, as valiosas redes de inovação se sustentam na cooperação energizada.

O grau de Interconectividade é o principal indicador deste modelo. Por meio dele, observa-se que a interconectividade (ou densidade) das relações para cada dimensão mapeada tende a ser maior na base (Cooperação) e se reduz à medida que se aproxima do topo (Energia e Inovação).

O que se justifica na variação da profundidade do Vínculo Psicológico que se estabelece entre as pessoas para cada dimensão. Em outros termos, se observa que as relações tendem a ser menos densas e mais profundas à medida que passam da cooperação para a energização e a inovação, fortalecendo progressivamente o vínculo psicológico que os une e sendo mais seletivos na escolha dos seus relacionamentos.

Fonte: Harvard Business Review Brasil, Edição Janeiro 2012

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